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Polícia investigará mulher acusada de racismo e homofobia em pregação de Igreja evangélica

“É um absurdo pessoas cristãs levantando bandeiras políticas, bandeiras de pessoas pretas, bandeiras de LGBTQIA+”, disse Kakau Cordeiro em vídeo que viralizou nas redes

Fabio Previdelli Publicado em 03/08/2021, às 11h30

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Imagem ilustrativa - Pixabay

Na tarde de ontem, 2, viralizou nas redes sociais o vídeo de uma pregação feita por uma mulher em uma igreja evangélica de Nova Friburgo, que fica na Região Serrana do Rio de Janeiro.

O motivo de tamanha repercussão foi por a fiel ter criticado aqueles que defendem causas políticas e sociais, como a luta antirracista e o apoio a comunidade LGBTQIA+

Segundo informações do G1, a responsável pela fala, Kakau Cordeiro, membro da Igreja Sara Nossa Terra, declarou que foi “infeliz nas palavras”. Entretanto, a Polícia Civil do Rio abriu um inquérito para analisar o discurso feito pela mulher.  

 
 
 
 
 
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“É um absurdo pessoas cristãs levantando bandeiras políticas, bandeiras de pessoas pretas, bandeiras de LGBTQIA+, sei lá quantos símbolos tem isso aí. É uma vergonha, desculpa falar, mas chega de mentiras, eu não vou viver mais de mentiras. É uma vergonha. A nossa bandeira é Jeová Nissi. É Jesus Cristo. Ele é a nossa bandeira”, disse Cordeiro.  

"Para de querer ficar postando coisa de gente preta, de gay, para! Posta palavra de Deus que transforma vidas. Vira crente, se transforma, se converta!”, completa.  

Ao G1, Henrique Pessoa, delegado titular da 151ª DP, diz que há um "teor claramente racista e homofóbico [na fala], o que configura transgressão típica na forma do artigo 20 da Lei 7716/87". Segundo explica o delegado, a pena prevista no artigo é de 3 a 5 anos “com circunstâncias qualificadoras por ter sido feita em mídias sociais e através da imprensa”. 

“De tal modo que já foi instaurado inquérito policial pelo crime de intolerância racial e homofóbica, de acordo com a recente previsão do STF", completa Pessoa.