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Potes de cerâmica do neolítico revelam que Londres é 3 mil anos mais antiga do que se pensava

Pesquisadores acreditam que o local era palco para rituais religiosos muito antes da invasão romana na Grã-Bretanha

Vanessa Centamori Publicado em 13/04/2020, às 15h20

Escavações em Londres
Escavações em Londres - Divulgação/Mola

A história da cidade de Londres está passando por uma reviravolta: pesquisadores descobriram que a capital é 3 mil anos mais velha do que se pensava anteriormente. De acordo com a nova descoberta, a cidade começou não como um vilarejo, mas como plano de fundo para rituais e cerimônias religiosas.

Por muito tempo, a fundação de Londres era atribuída ao período em que começou a surgir uma cidade, ainda durante a Conquista Romana, em meados do século I d.C. No entanto, o surgimento de Londres, na prática, ocorreu na verdade muito antes, no século 36 a.C. 

Fragmento de um dos potes / Crédito: Divulgação / Universidade de Bristol

 

Indícios de rituais religiosos que já existiam no local foram encontrados em artefatos, tais como potes, usados para o processamento de leite e de sopas. Um total de 436 fragmentos desses potes foram analisados por pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido.

Os especialistas descobriram que os fragmentos do neolítico estavam em enormes lixões, que desapareceram há muito tempo. Nesses locais, muito provavelmente, eram descartados milhares das sobras dos potes de cerâmica. Muito daquele lixo sobreviveu até o tempo dos romanos, 3,6 mil anos após a criação dessa zona de descarte. 

O consultor de artigos pré-históricos, Jon Cotton, da organização sem fins lucrativos Mola, contou ao site do The Independent que a coleção de achados arqueológicos era uma lacuna crítica na história de Londres. "Evidências arqueológicas no período logo após o surgimento da agricultura na Grã-Bretanha raramente sobrevivem na capital", comentou.