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Prefeito do Rio aceita PL que dará o nome de Henry Borel para próxima escola do município

Menino de 4 anos chegou sem vida ao hospital na madrugada de 8 de março; mãe e padrasto foram indiciados por homicídio triplamente qualificado

Fabio Previdelli Publicado em 14/07/2021, às 11h37

Fotografia do pequeno Henry na piscina
Fotografia do pequeno Henry na piscina - Divulgação/Leniel Borel

Na madrugada do dia 8 de março, deste ano, o menino Henry Borel, de apenas 4 anos, chegou sem vida no Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro, acompanhado de sua mãe, Monique Medeiros, e seu padrasto, Jairo de Sousa Santos — ambos respondem por homicídio triplamente qualificado contra o menino.  

Quatro meses após o crime, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sancionou hoje, 14, um projeto de lei que sugere dar o nome do garoto para a próxima unidade escolar municipal a ser construída na Cidade Maravilhosa.  

A aceitação da PL, sugerida pelos vereadores cariocas Marcio Ribeiro (Avante) e Marcio Santos (PTB), foi publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial do município, informou o UOL.

Relembre o caso Henry Borel

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

Em maio, então, a Justiça do Rio de Janeiro denunciou Dr. Jairinho e Monique Medeiros pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação no assassinato de Henry. Eles estão presos preventivamente desde então.