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Proporcionalmente, mulheres líderes entraram em mais guerras que homens

De acordo com uma pesquisa realizada por pesquisadores dos EUA, o mito de que as mulheres são da paz e os homens da briga cai por terra

Redação Publicado em 12/11/2019, às 14h32

Boadicea, a rainha que entrou para a História como a fúria celta
Boadicea, a rainha que entrou para a História como a fúria celta - Getty Images

Um estudo revelou que ao longo da História as rainhas entraram em guerras numa relação de 39% a mais que os reis. A conclusão foi possível diante de um detalhado estudo sobre as monarquias europeias entre 1480 e 1913. Nomes como Elizabeth I, Catarina da Rússia e Isabel de Castela contribuíram para a afirmação.

De acordo com a leitura de autores da Universidade de Chicago e da Faculdade de William e Mary (Virgínia), quando um país estava sendo liderado por uma mulher, ele estava mais propenso a entrar em guerra, pois as nações estrangeiras o enxergavam como vulnerável. No entanto, a pesquisa revelou que o comando feminino aumentou o índice de vitórias territoriais.

Tropas de Elizabeth I derrotam a Invencível Armada da Espanha em 1588 / Crédito: Wikimedia Commons

 

“Achamos que os reinos da rainha se engajaram mais em guerras interestaduais em relação aos reinados da realeza. As rainhas também eram mais propensas a ganhar território ao longo de seus reinados”, explicaram os pesquisadores em comunicado.

O estudo rebate o senso comum que faz associação direta entre masculinidade e guerra e feminilidade e delicadeza. Um dessas afirmações vêm de Francis Fukuyama, que acredita que o aumento da paz no mundo se deve ao aumento de líderes mulheres.