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Raul Gazolla lembra como sentiu-se após assassinato de Daniella Perez

Em entrevista recente ao programa "A Noite É Nossa", o ator narra que ficou horas sem dormir: "Quando soube, fiquei doido"

Pamela Malva Publicado em 03/03/2021, às 12h10

Fotografia de Raul Gazolla e Daniella Perez
Fotografia de Raul Gazolla e Daniella Perez - Divulgação

Em dezembro de 1992, a atriz e dançarina Daniella Perezfoi brutalmente assassinada por Guilherme de Pádua, com quem contracenava. Hoje, o ator Raul Gazolla, que era casado com a jovem na época, conta como realmente se sentiu após o trágico episódio.

Quase três décadas mais tarde, em entrevista ao programa "A Noite É Nossa", Raul conta que a notícia da morte de sua amada o atingiu em cheio. “Eu me lembro que estava no velório e que não tinha forças para nada”, narrou. Em entrevistas passadas, inclusive, o ator revelou que teve um infarto devido ao estresse causado pelo crime, segundo o UOL.

“Eu estava há 24 horas sem comer nem dormir. Eu nem sabia como ela tinha sido assassinada porque não me deixavam ver televisão. Quando soube, fiquei doido”, relembrou o ator. Muito por isso, inclusive, ele quase aceitou um acordo bizarro.

Em janeiro deste ano, Raul revelou que, na época do homicídio, um amigo ofereceu ajuda para matar Guilherme. Na mais recente entrevista, todavia, o ator narra que, ao lado de Glória Perez, mãe da jovem assassinada, decidiu não seguir o plano criminoso.

Daniella Perez com sua mãe Glória Perez / Crédito: Divulgação / Instagram

 

“Ele precisa viver porque tem muita coisa para contar. E ele está aí, graças a Glória e a mim, porque a gente não quer fazer a mesma coisa que ele fez”, narrou Raul durante o programa — que deve ir ao ar na Record TV nesta terça-feira, 03, segundo o UOL. “Se não tem a justiça do homem, tem a divina".

Por fim, o ator ainda revelou que alguns anos se passaram até que ele conseguisse trabalhar com a ex-sogra. Foi apenas em 2001, por exemplo, que a roteirista Glória Perez sentiu-se pronta para escalar Raul para uma de suas novelas.

“Ela me ligou e falou: 'Raul, eu já posso trabalhar com você'”, relembrou o artista. “Temos uma grande amizade, e eu tenho um carinho absurdo pela Glória. Tanto que minha filha mais nova a chama de avó. Sou amigo e fã incondicional do trabalho dela”, finalizou.