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RJ: Mestre-sala e porta-bandeira tornam-se Patrimônio Imaterial

Considerados os "guardiões da folia", as duplas receberão iniciativas de valorização por órgãos do Poder Executivo

Wallacy Ferrari Publicado em 15/01/2022, às 11h00

Mestre-sala e porta-bandeira da Unidos da Tijuca no Carnaval de 2014
Mestre-sala e porta-bandeira da Unidos da Tijuca no Carnaval de 2014 - Getty Images

As figuras do mestre-sala e porta-bandeira, presentes em desfiles de Carnaval por todo o Brasil, foram classificadas como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro após o governador Cláudio Castro sancionar a lei 9.588/21, reconhecendo a relevância cultural do casal carnavalesco durante a última quinta-feira, 13.

O projeto foi idealizado pelo deputado estadual Rodrigo Amorim(PSL), ainda estimulando o apoio, por parte dos órgãos do Poder Executivo, para que o bem imaterial seja divulgado pelos veículos culturais do governo, ainda interagindo diretamente com a data que homenageia as figuras, o Dia Nacional do Mestre-Sala e da Porta-Bandeira, celebrado em 24 de novembro.

Os mestres-salas e as porta-bandeiras são mais do que os guardiões da folia. Assim como outros elementos emblemáticos das escolas que desfilam na Sapucaí, eles também representam o espírito do carnaval. A lei reconhece a importância das figuras dos casais não só para as agremiações, como para a nossa cultura", enalteceu Cláudio Castro.

Essenciais em desfiles no principal sambódromo do Rio de Janeiro, as duplas de mestre-sala e porta-bandeira representam suas escolas de samba com roupas especiais e personalizadas, contando com acabamentos luxuosos nas cores da escola. Tamanha importância é reconhecida inclusive como um dos quesitos avaliados na pontuação para a competição de campeã do Carnaval.