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Russos comentam suspensão do McDonald’s no país

Muitos declararam que sentem-se tristes com a decisão, outros defenderam que é uma medida em defesa da Ucrânia

Redação Publicado em 09/03/2022, às 16h25

Restaurante da cadeia McDonald's em Moscou, Rússia
Restaurante da cadeia McDonald's em Moscou, Rússia - Getty Images

No meio do conflito entre Rússia e Ucrânia, e das sanções ocidentais impostas à nação de Putin, a rede de fast-food americana McDonald’s, a maior cadeia do mundo, decidiu fechar suas lojas em terras russas.

A medida foi anunciada nesta terça-feira, 8, e pretende ser temporária até o fim da invasão, iniciada pela Rússia.

850 restaurantes foram fechados, impactando diretamente a vida da população russa, especialmente em Moscou, onde muitas das lojas estão.

O fim desse símbolo de abertura da Rússia para o Ocidente foi marcante para diversos habitantes da capital, que expressaram sua tristeza.

Em conversa com a agência de notícias AFP, informações repercutidas pelo portal de notícias UOL, a estudante de dança, Lena Sidorova, de 18 anos, afirmou que gostava muito de frequentar a loja do McDonald’s na Praça Pushkin, o primeiro aberto no país.

Não [visitava] com muita frequência, mas uma vez por mês, para não quebrar minha dieta com muita frequência. Espero que [o fechamento] seja uma medida temporária", afirmou.

Enquanto Lena afirma que as sanções econômicas “não são culpa da Rússia, mas do Ocidente", existem russos que veem a medida como uma forma de pressionar pelo fim da guerra, como Nikolai Kopylov, de 42 anos, que aponta “Deixe-os fechar se quiserem! Donbass [região da Ucrânia] vale um McDonald's”.

Outros estudantes que falaram com a agência, por exemplo, Stepan Grountov e Stanislav Logvinov, apontaram que é uma tragédia fechar um local que serve como lugar de festa.

Porém, Grountov, com 17 anos, aproveitou o momento para pedir pelo fim do conflito, e defender que "se encontre um compromisso".

"Mas a verdadeira tragédia é o que está acontecendo atualmente na Ucrânia, onde dois povos irmãos se enfrentam", explicou.

Na visão de Aliona, que preferiu não informar seu sobrenome, a medida é um ataque à população e não ao governo.

A refugiada da região de Donbass, na Ucrânia, aponta que a parte do povo russo que será impactada apoia o Ocidente.

"O Ocidente sempre marcou a diferença entre o governo e o povo. Mas aqui estão punindo justamente aqueles 20% da população, aquela famosa classe média tradicionalmente considerada pró-Ocidente", opinou.