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Sete pessoas são acusadas pela decapitação de professor na França

Samuel Paty foi brutalmente assassinado por Abdullakh Anzorov na última sexta-feira, 16

Pamela Malva Publicado em 22/10/2020, às 16h52

Manifestação em paris em homenagem à Samuel Paty
Manifestação em paris em homenagem à Samuel Paty - Divulgação/Twitter

Na última sexta-feira, 16, a França se indignou com a morte do professor Samuel Paty, que tinha 47 anos. Assassinado por Abdullakh Anzorov, de 18, o educador foi executado por usar desenhos animados do Profeta Maomé em suas aulas.

Depois do atentado, enquanto Abdullakh foi morto pela polícia, outras sete pessoas foram detidas pelas autoridades. Entre os indiciados estão dois estudantes e o pai de um dos alunos de Samuel, segundo informações da BBC.

Com as novas acusações, os promotores do caso afirmaram que seis dos suspeitos foram cúmplices em um assassinato terrorista. O último deles foi acusado de ter uma relação de proximidade com o assassino e responde por essa associação.

Por enquanto, todos os indiciados estão sob custódia das autoridades — com exceção dos estudantes, que têm 14 e 15 anos. Segundo os oficiais, os jovens teriam recebido cerca de 355 dólares do assassino para identificar o professor.

Os outros homens, ainda de acordo com os dados do caso, teriam se envolvido no crime em diversos graus. Três amigos do assassino o ajudaram a comprar a arma e o levaram até a escola, enquanto o pai do aluno e um segundo homem fizeram uma espécie de campanha on-line contra Samuel Paty.