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Análises em artefatos raros indicam que todas as classes sociais celtas bebiam vinho

Os vestígios da bebida foram encontrados em cerâmicas em Heuneburg, na Alemanha

Isabela Barreiros Publicado em 24/10/2019, às 16h59

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Divulgação

Um artigo publicado na revista científica PLOS ONE revelou a descoberta de vestígios de vinho em cerâmicas de celtas no morro de Heuneburg, na Alemanha. Os pesquisadores analisaram 133 artefatos que datam de aproximadamente 2.700 anos.

Os especialistas da Universidade de Tübingen, na Alemanha, disseram que a descoberta é importante para ajudar no entendimento sobre as transformações maias ao longo dos séculos.  "Ao integrar análises de resíduos arqueológicos e orgânicos, somos capazes de lançar uma nova luz sobre as práticas de consumo dos celtas primitivos", explicam.

Crédito: Victor S. Brigola

 

Segundo os cientistas, o vinho era consumido por todas as classes sociais no período. Apenas mais tarde ele passou a ser restrito aos membros da elite, por volta do século 6. A partir desse momento, a bebida passou a ser consumida apenas em cerâmica grega antiga importada.

Maxime Rageot, pesquisador da Universidade Luís Maximiliano de Munique e líder do grupo, disse que eles usaram técnicas de GCMS para analisar os artefatos. O método consiste em separar, por meio de gases, as substâncias complexas contidas nos recipientes. Assim, é possível identificar e quantificar as misturas.