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USP decide expulsar 6 alunos por fraude em cotas para pessoas pardas, pretas e indígenas

Em julho do ano passado, o Conselho de Graduação passou a punir os fraudadores que não conseguem provar ancestralidade

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Alana Sousa Publicado em 24/07/2021, às 12h00

Imagem aérea da USP
Imagem aérea da USP - Divulgação / USP

O Conselho de Graduação da Universidade de São Paulo (USP) decidiu expulsar seis alunos da instituição após uma reunião que avaliou as evidências de fraudes nos programas de cotas destinados a candidatos pretos, pardos e indígenas durante o processo seletivo de ingresso à graduação, como informa o portal G1.

 A universidade não revelou os nomes dos expulsos, visto que os estudantes ainda terão a oportunidade de fornecer mais detalhes étnicos em um pedido de reconsideração da decisão. Porém, o Comitê Antifraude às Cotas Raciais na USP aponta que eles ocupavam vagas na Faculdade de Medicina e Escola de Enfermagem, ambas na capital, e na Faculdade de Odontologia, em Bauru.

A Pró-Reitoria de Graduação da universidade recebeu 381 denúncias de fraudes em cotas apenas nos últimos quatro anos, com 193 deles ainda em processo de investigação e outros 160 descartados. 27 deles foram encerrados pois os próprios denunciados se desligaram da instituição. 

A primeira expulsão por fraude no sistema de cotas raciais e sociais da USP ocorreu em julho do ano passado, quando o estudante Braz Cardoso Neto, então estudante de Relações Internacionais, não conseguiu comprovar a autodeclaração de ascendência negra e baixa renda familiar.