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Brahmastra, a bomba atômica dos deuses

Na mitologia do hinduísmo, a arma concedida pelo deus criador era capaz de dizimar civilizações inteiras

Thiago Lincolins Publicado em 01/11/2019, às 09h00

A arma nuclear dos deuses
A arma nuclear dos deuses - Divulgação

Qual a arma mais destrutiva da mitologia? A Excalibur do Rei Arthur? O martelo de Thor? A clava de Hércules? Nenhuma delas se demonstrou capaz de destruir civilizações.

O livro Ramayana, um poema épico indiano clássico, narra a intensa luta do príncipe Rama, do reino de Kosala, contra o demônio Ravana, o rei de Lanka. A batalha foi travada na tentativa do príncipe Rama, encarnação bem humana do deus Vishnu, de conseguir resgatar a sua esposa Sita das garras de Ravana, o rakshasha (geralmente traduzido por demônio, mas literalmente comedor de homens) rei de Lanka. Ravana havia ganhado um dom dos deuses, a invulnerabilidade contra demônios, espíritos e deuses — mas não humanos.

Também havia ingerido o néctar da imortalidade — que permanecia, indigerido, em seu corpo. Após inúmeras tentativas de derrotar o rei de Lanka, o príncipe Rama encontrou uma luz no fim do túnel. Era a Brahmastra, afamada “arma mais mortal de todas as armas”, concentrando o poder do próprio Universo. A flecha atravessou o coração de Ravana e entrou no solo. Em outras versões, o rakshasha e seu carro de combate foram incinerados.

Esse foi um uso sem danos colaterais. Ainda no Ramayana, antes do confronto final, Rama havia tentando usar a Brahmastra para abrir o mar para suas tropas no caminho para a ilha de Lanka. Ele a apontara para o deus das águas Varuna, que cedeu à ameça e ajudou-o. Como a Brahmastra não tinha que ser disparada após carregá-la, Rama apontoua para o noroeste, caindo no atual Rajastão. Que é um deserto até hoje.

“A Brahmastra é semelhante à arma nuclear moderna, manipulada por energia atômica. A energia atômica opera em combustibilidade total; a brahmastra também age assim. Cria um calor intolerável semelhante à radiação atômica, a diferença é que a bomba atômica é uma arma grosseira”, afirma o religioso Abhay Charanaravinda Bhaktivedanta Swami Prabhupada na obra Srimad Bhagavatam: First Canto Creation.

A Brahmastra ainda possuía outras variantes: a Brahmashirsha Astra e a Brahmanda Astra. O primeiro armamento era designado como “a quinta cabeça de Brahma”, capaz de destruir o planeta.

A segunda é a mais fatal, capaz de destruir o Universo, que, segundo a cosmologia hindu, constitui-se em três mundos: o Svarga, que consiste nas regiões superiores; o Prithvi, a terra; e o Patala, que equivale ao submundo.


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