Busca
Facebook Aventuras na HistóriaTwitter Aventuras na HistóriaInstagram Aventuras na HistóriaYoutube Aventuras na HistóriaTiktok Aventuras na HistóriaSpotify Aventuras na História
Matérias / Jeffrey Epstein

A 'ilha dos pedófilos' de Jeffrey Epstein

A Little St James parecia o paraíso na terra, mas na verdade, era lá que menores de idade foram abusadas

Paola Churchill Publicado em 10/06/2020, às 17h00 - Atualizado em 16/02/2023, às 14h16

WhatsAppFacebookTwitterFlipboardGmail
O bilionário Jeffrey Epstein e sua ilha Little Saint James - Divulgação
O bilionário Jeffrey Epstein e sua ilha Little Saint James - Divulgação

Jeffrey Epstein, bilionário acusado de abusar sexualmente de dezenas de menores de idade em suas casas na Flórida, Nova York e em sua tétrica ilha particular, voltou as manchetes diante da estreia da série documental da Netflix que revela os horrorres promovidos por ele.

As primeiras acusações surgiram em 2005, quando uma jovem de 15 anos denunciou os estupros que sofria nas mãos de Jeffrey e de seus poderosos amigos. No entanto, as denúncias foram abafadas e nada aconteceu com o maléfico bilionário.

Foi só em 2019, com o movimento MeToo ganhando força, que Jeffrey acabou sendo surpreendido ao ser preso pela polícia e acusado de comandar uma complexa rede de tráfico de crianças e prostituição infantil. Foi nesse momento, que descobriram a "Ilha da pedofilia" do criminoso.

Jeffrey era um grande amigo do atual presidente Donald Trump/Crédito: Divulgação

A ilha Little St James poderia ser o paraíso na terra. Cercada por palmeiras e uma água cristalina, o paraíso privado se encontrava nas Ilhas Virgens Americanas. Quem vistava o local de longe acreditava que era o lugar mais lindo do mundo.

Entretanto, a propriedade de Jeffrey não tinha nada de paraíso. Ele e seus frequentadores eram conhecidos por ir até o local com lindas e jovens moças que não imaginavam que seriam violadas por esses poderosos homens.

Aquisição 

Em 1998, Jeffrey comprou a Little Saint Jones. O lugar passou por extensas reformas para ficar do jeito que o bilionário imaginava. Assim, construiu grandes mansões e diversos bangalôs privados para que os amigos poderosos de Jeffrey pudessem cometer os atos ilícitos sem serem atrapalhados.

O gigantesco lugar de aproximadamente 75 hectares possuía 70 funcionários que estavam disponíveis 24 horas para ajudar com a manutenção, limpeza e refeições. Em entrevista ao New York Post, muitos dos empregados — que pediram para não terem suas identidades reveladas — disseram que pela “Ilha dos pedófilos”, apelido famoso do local, passaram "políticos americanos proeminentes, dirigentes econômicos influentes, chefes de Estados estrangeiros, um conhecido primeiro-ministro e outros líderes mundiais".

Jeffrey também era amigo de Bill Clinton/Crédito: Divulgação

O antigo presidente Bill Clinton também foi apontado como um dos nomes que estavam próximos de Epstein. Virginia Roberts Giuffre, uma das vítimas, acusou o ex-presidente de ter visitado Litle Saint James. Ela disse que ele, Maxwell e Epstein estavam acompanhados por meninas.

Larry Visoski, ex-piloto de Clinton, falou sobre a conexão entre o ex-presidente, Jeffrey,  Donald Trump, também ex-presidente, e o príncipe Andrew, filho de Elizabeth II. De acordo com ele, os três, de fato, já voaram no avião particular ex-empresário. No entanto, ele não vinculou os nomes aos crimes cometidos na ilha. 

Após a polêmica ganhar as manchetes, um porta-voz de Clinton afirmou que o político usou o avião em quatro ocasiões, no entanto, o mesmo não sabia do insólito esquema de exploração sexual de Epstein.

“Entre 2002 e 2003, o presidente Clinton fez um total de quatro viagens no avião de Jeffrey Epstein: uma para a Europa, uma para a Ásia e duas para a África, que incluíram paradas relacionadas ao trabalho da Fundação Clinton”, explicou o porta-voz.

Maria Farmer, uma das vítimas do bilionário, afirmou que foi abusada sexualmente na mansão de Wexner, - antigo dono da marca Victoria's Screts -, em Ohio, em 1990, e disse ao jornal Washington Post que Les deveria ser culpado por esse crime também.

Outro nome que estava na lista de supostos clientes de Epstein, é o Duque de York. Virgina Roberts, afirma que tinha apenas 16 anos, quando foi levada por Jeffrey até a Inglaterra e foi lá que conheceu o Príncipe Andrew. 

Virgina acusa o filho da rainha Elizabeth II de tê-la estuprado, o que Andrew negou a todo custo, dizendo que nunca tinha visto a menina antes. Ele continuou negando mesmo quando uma foto dele com os braços em volta da cintura de Roberts foi divulgada pela mídia.

Uma das vítimas, Sarah Ransome, que apareceu na série documental Jeffrey Epstein – poder e perversão (Netflix), afirma ter sido recrutada por Epstein para um círculo de tráfico sexual.

Sarah conheceu Jeffrey enquanto tentava uma carreira de modelo em Nova York. Ela afirmou que o homem tinha um poder de persuasão muito forte e a convenceu de ir a ilha com ele e alguns amigos próximos.

Assim que chegou lá, Sarah foi levada para o quarto do bilionário que a abusou sexualmente enquanto ela esteve na ilha. Ransome, no documentário, afirmou que a dor era tanta que ela pensou em fugir pelo mar. 

Mas, o que ela não sabia e que toda a ilha era vigiada, então quando ela chegou bem perto de concluir seu plano, foi levada de volta. Ransome revelou ter sido abusada sexualmente pelo homem mesmo depois que eles voltaram para Nova York. Ela só conseguiu se livrar depois de oito meses, quando fugiu para uma pequena cidade na Espanha sabendo que ele nunca iria encontrá-la lá. 

A morte

Os abusos teriam continuado se Jeffrey não tivesse sido preso em 2019. Diante da prévia justiça, as vítimas se sentiam felizes pois sabiam que o maléfico homem seria condenado pelos seus crimes, no entanto, outro episódio marcou a saga do ex-empresário.

Em agosto de 2019, o empresário foi encontrado morto com um lençol em volta de seu pescoço. A causa da morte teria sido suicídio, entretanto, muitos acreditam que o homem fora assassinado.

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!