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A insólita ilha dos horrores de Jeffrey Epstein — que recebeu figuras famosas

A Little St James parecia o paraíso na terra, mas na verdade, era lá que menores de idade foram abusados pelo bilionário e amigos

Paola Churchill Publicado em 10/06/2020, às 17h00

O bilionário Jeffrey Epstein e sua ilha Little Saint James
O bilionário Jeffrey Epstein e sua ilha Little Saint James - Divulgação

Jeffrey Epstein, bilionário acusado de abusar sexualmente de dezenas de menores de idade em suas casas na Flórida, Nova York e em sua tétrica ilha particular, voltou as manchetes diante da estreia da série documental da Netflix que revela os horrorres promovidos por ele.

As primeiras acusações surgiram em 2005, quando uma jovem de 15 anos denunciou os estupros que sofria nas mãos de Jeffrey e de seus poderosos amigos. No entanto, as denúncias foram abafadas e nada aconteceu com o maléfico bilionário.

Foi só em 2019, com o movimento MeToo ganhando força, que Jeffrey acabou sendo surpreendido ao ser preso pela polícia e acusado de comandar uma complexa rede de tráfico de crianças e prostituição infantil. Foi nesse momento, que descobriram a "Ilha da pedofilia" do criminoso.

Jeffrey era um grande amigo do atual presidente Donald Trump/Crédito: Divulgação

 

A ilha Little St James poderia ser o paraíso na terra. Cercada por palmeiras e uma água cristalina, o paraíso privado se encontrava nas Ilhas Virgens Americanas. Quem vistava o local de longe acreditava que era o lugar mais lindo do mundo.

Entretanto, a propriedade de Jeffrey não tinha nada de paraíso. Ele e seus frequentadores eram conhecidos por ir até o local com lindas e jovens moças que não imaginavam que seriam violadas por esses poderosos homens.

Aquisição dos horrores

Em 1998, Jeffrey comprou a Little Saint Jones por sete milhões de euros. O lugar passou por extensas reformas para ficar do jeito que o bilionário imaginava. Assim, construiu grandes mansões e diversos bangalôs privados para que os amigos poderosos de Jeffrey pudessem cometer os atos ilícitos sem serem atrapalhados.

O gigantesco lugar de aproximadamente 75 hectares possuía 70 funcionários que estavam disponíveis 24 horas para ajudar com a manutenção, limpeza e refeições. Em entrevista ao New York Post, muitos dos empregados — que pediram para não terem suas identidades reveladas — disseram que pela “Ilha dos pedófilos”, apelido famoso do local, passaram "políticos americanos proeminentes, dirigentes económicos influentes, chefes de Estados estrangeiros, um conhecido primeiro-ministro e outros líderes mundiais".

Jeffrey também era amigo de Bill Clinton/Crédito: Divulgação

 

Um dos notórios visitantes teria sido o antigo presidente Bill Clinton. De acordo com o Jornal The Independent, o político foi até Little Saint James em um jato privado, entre 2002 e 2005.

O milionário Leslie  Wexner, antigo dono da marca Victoria's Screts também fazia parte do esquema de prostituição infantil de Jeffrey. 

Maria Farmer, uma das vítimas do bilionário, afirmou com todas as letras que foi abusada sexualmente na mansão de Wexner, em Ohio, em 1990, e disse ao jornal Washington Post que Les deveria ser culpado por esse crime também, pois ele sabia de tudo. 

Outro nome que estava na lista de clientes de Epstein, era o Duque de York. Virgina Roberts, afirma que tinha apenas 16 anos, quando foi levada por Jeffrey até a Inglaterra e foi lá que conheceu o Príncipe Andrew. 

Virgina acusa o Duque de tê-la estuprado, o que Andrew negou a todo custo, dizendo que nunca tinha visto a menina antes. Ele continuou negando mesmo quando uma foto dele com os braços em volta da cintura de Roberts foi divulgada pela mídia.

Uma das vítimas, Sarah Ransome, que apareceu na série documental Jeffrey Epstein – poder e perversão (Netflix), afirma ter sido recrutada por Epstein para um círculo de tráfico sexual e afirmou ter flagrado Clinton numa de suas visitas a propriedade.

Sarah conheceu Jeffrey enquanto tentava uma carreira de modelo em Nova York. Ela afirmou que o homem tinha um poder de persuasão muito forte e a convenceu de ir a ilha com ele e alguns amigos próximos.

Assim que chegou lá, Sarah foi levada para o quarto do bilionário que a abusou sexualmente todos os dias em que ela esteve na ilha. Ransome, no documentário, afirmou que a dor era tanta que ela pensou em fugir pelo mar. 

Mas, o que ela não sabia e que toda a ilha era vigiada, então quando ela chegou bem perto de concluir seu plano, foi levada de volta por Jeffrey e os abusos continuaram. Ransome foi abusada sexualmente pelo homem mesmo depois que eles voltaram para Nova York. Ela só conseguiu se livrar depois de oito meses, quando fugiu para uma pequena cidade na Espanha sabendo que ele nunca iria encontrá-la lá. 

O suícidio 

Os abusos teriam continuado se Jeffrey não tivesse sido preso em 2019. Diante da prévia justiça, as vítimas se sentiam felizes pois sabiam que o maléfico homem seria condenado pelos seus crimes, no entanto, outro episódio bizarro marcou a saga do abusador.

Em agosto de 2019, o empresário foi encontrado morto com um lençol em volta de seu pescoço, encerrando de uma vez por todas a investigação de seu esquema de tráfico e abuso de menores. A causa da morte foi suicídio, entretanto, muitos acreditam que o homem fora assassinado para não revelar os segredos de pessoas famosas que aconteciam em suas casas e na ilha paradisíaca macabra.


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