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Matérias / Mundo

Como funcionavam as cadeiras elétricas?

Concebido em 1881 pelo dentista Alfred P. Southwick, o método de execução foi criado como uma alternativa para o enforcamento

Alessandro Greco, arquivo Aventuras na História Publicado em 06/02/2022, às 08h00

Gravura de execução em cadeira elétrica - Domínio Público/ Creative Commons/ Wikimedia Commons
Gravura de execução em cadeira elétrica - Domínio Público/ Creative Commons/ Wikimedia Commons

A cadeira elétrica utiliza uma corrente alternada, gerada por um dínamo. Na execução de William Kemmler, em 1890, por exemplo, foi usado um aparelho de segunda mão, já que o fabricante, a Westinghouse, se negou a fornecer um dínamo novo.

Sobre a execução de Kemmler, o dono da empresa, George Westinghouse, diria: “Era melhor terem usado um machado”.

1. Eletrodos

Eram dois: um ficava dentro do capacete e era ajustado ao topo da cabeça do condenado. O outro era fixado junto à base da coluna (depois passou a ser colocado na perna). Entre a pele da pessoa e o eletrodo eram colocadas esponjas embebidas numa solução de água e sal para conduzir melhor a corrente elétrica e evitar que partes do corpo queimassem.

Cadeira elétrica usada na execução de William Kemmler / Crédito: Domínio Público/ Creative Commons/ Wikimedia Commons


2. Voltagem

São aplicados simultaneamente choques de diferentes voltagens. O maior deles pode chegar a 2 mil volts, seguido por choques de voltagem menor. No primeiro choque a pessoa geralmente já fica inconsciente e muitas vezes morre sem a necessidade dos outros choques.


3. Efeitos mortais

A morte na cadeira elétrica acontece por um conjunto de fatores. Os choques de voltagens menores que 120 volts causam fibrilação no coração, enquanto correntes mais altas fazem um estrago no sistema nervoso central, causando perda de consciência e parada respiratória. O calor gerado pela corrente elétrica literalmente cozinha os órgãos internos.

Representação de execução em cadeira elétrica / Crédito: Domínio Público/ Creative Commons/ Wikimedia Commons


4. Cronômetro

Em 1890, não se sabia qual o tempo necessário para matar por eletrocução, apesar dos testes com cavalos e cachorros. Como o primeiro choque não foi suficiente, o segundo foi longuíssimo, algo em torno de dois minutos e meio. Hoje a contagem de tempo é feita automaticamente por um sistema que dá um ciclo de choques com tempos e voltagens diferentes.


5. Carrasco

São escolhidas pessoas anônimas. Ninguém sabe quem liga a chave geral.
No caso de Kemmler, diz a lenda que um de seus companheiros de prisão foi escolhido
para o serviço. O código para ligar a chave foi uma prosaica batida na porta que separava
a sala de execução do local onde o carrasco ligou o botão. Com o tempo, a autorização
passou a ser feita por telefone.