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Conspiração ou crime brutal? O terrível segredo de Constance Kent

Quando tinha apenas 16 anos, a menina presenciou a morte cruel de seu irmão mais novo. Anos se passaram do ocorrido e Constance fez uma terrível revelação sobre o caso

Paola Churchill Publicado em 02/06/2020, às 18h00

Retrato de Constance Kent
Retrato de Constance Kent - Wikimedia Commons

Constance Emily Kent vivia uma vida normal na cidade de Sidmouth, na Inglaterra. Sua mãe Mary Ann Kent era dona de casa e seu pai Samuel Saville Kent, tinha um importante cargo de inspecionar fábricas.  

Em 30 de junho de 1860, a família Kent viveu um grande desespero: o filho mais novo Frances Saville Kent, de apenas quatro anos, havia sumido, sem deixar rastros. Os pais e Emily, que estava com 16 anos, procuravam desesperadamente pelo pequeno.

Após horas e mais horas de agonia, o pequeno Frances foi encontrado morto em um cofre dentro da grande propriedade da família. A criança ainda estava vestida com seu pijama e tinha ferimentos de faca por todo o corpo e sua garganta foi tão cortada que sua cabeça estava decapitada.

Mansão da família Kent, na Inglaterra/Crédito: Wikimedia Commons

 

O crime

A Scotland Yard foi chamada para cuidar do caso e o veterano detetive Jack Whicker encabeçava as investigações. No começo, a babá da criança foi acusada pelo crime, mas logo foi solta pois conseguiu provar sua inocência.

Não demorou muito para a investigação chegar ao nome de Constance, que foi presa no mês seguinte do ocorrido. Constance ficou transtornada, negava que tinha matado seu irmão, afirmava que nunca seria capaz de tal atrocidade.

Seus pais conseguiram falar com a polícia e ela foi libertada, sem precisar de julgamento. Após a tragédia, sua família se mudou para Wrexhan e mandaram a jovem para um internato na França. Se passaram cinco longos anos até que o caso voltasse à tona.

Os pais de Constance,  Mary Ann Kent e Samuel Saville Kent/Crédito: Wikimedia Commons 

 

A confissão

Constance estava confessando seus pecados ao reverendo Arthur Wagner. Receosa e com medo, ela perguntou ao religioso se tudo que ela falasse ficaria entre eles, Wagner pediu para que ficasse despreocupada que aquele era um lugar seguro.

A garota, tranquilizada, falou uma grande angústia que guardava em seu peito: ela havia matado Frances e queria que deus a perdoasse por seu mais terrível pecado. O reverendo sem saber o que fazer, avisou a polícia que levou a suposta assassina para a prisão.

Em sua confissão ao clérigo, Kent afirmou que esperou todos na casa estivessem dormindo para executar seu plano, pegou a criança que dormia tranquilamente em seu berço a levou até o quintal da casa e com a navalha que ela tinha roubado de seu pai, ceifou a vida de Frances.

O motivo, segundo Constance, era ciúmes que ela sentia do irmão, ela não queria mais o garoto por perto.

Retrato de Constance Emily Kent/Crédito: Wikimedia Commons 

 

Teorias

Apesar da garota ter confessado a autoria do crime, muitas teorias foram criadas dizendo que tudo não se passava de uma farsa e na verdade ela queria acobertar o verdadeiro culpado, seu outro irmão William Saville Kent, com quem a jovem tinha uma relação muito próxima.

William teria matado seu irmão, pois Frances era fruto de uma relação extraconjungal de seu pai e ele queria se vingar matando a criança inocente. Sua amada irmã o teria não só acobertado, mas também ajudado com tal atrocidade.

Constance foi julgada como culpada e condenada à prisão perpétua por seu crime, contudo, em 1885, após 20 anos de cárcere, Kent foi liberta por bom comportamento. Um ano depois, a suposta assassina se mudou para a Austrália para viver com seu irmão William, que trabalhava no país como biólogo.

Para começar com uma nova vida, a mulher mudou seu nome para Ruth Emilie Kaye e atuava como enfermeira no Hospital Alfred, em Melbourne e mesmo com a morte de seu irmão, Constance nunca disse mais uma palavra sobre aquela noite.

A mulher morreu aos 100 anos, por causas naturais, em 10 de abril de 1994 e suas cinzas se encontram no cemitério de Rookwood, na Austrália.


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