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"Passava muito tempo com meus filhos": A curiosa amizade de Michael Jackson e Donald Trump

A relação amistosa do empresário com o Rei do Pop foi conquistada após diversas ajudas do magnata com casas, transporte e segurança

Wallacy Ferrari Publicado em 22/11/2020, às 09h30 - Atualizado às 13h00

Donald Trump e Michael Jackson juntos em fotografia tirada em 1990
Donald Trump e Michael Jackson juntos em fotografia tirada em 1990 - Divulgação/Twitter/realDonaldTrump/11.04.2015

Como uma estrela multimilionária em decorrência de diversas ações no mercado do entretenimento, Michael Jackson teve a oportunidade de conhecer outros magnatas de sucesso durante a sua vida. Muito antes de se envolver em política, Donald Trump foi um deles; em diversos momentos — altos e baixos — da carreira do cantor, o empresário fez questão de ajudar Michael, sendo descrito como "um grande amigo" em um extenso dossiê do biógrafo Mike Smallcombe, autor do livro "Making Michael".

O escritor explica que o primeiro encontro da dupla foi nos bastidores de um show no Madison Square Garden, em Nova York — justamente na época em que o mercado imobiliário da cidade era dominado pelo futuro presidente. "Falei com ele por um tempo, ele era muito tímido e pensei: ‘Não tem como esse cara ir para o palco e se apresentar ’. E então você o vê fazer moonwalk e o lugar vai enlouquecia”, disse Trump, de acordo com o biógrafo.

A ocasião ideal para o reencontro foi na inauguração do cassino Taj Mahal, o mais caro já construído, acarretando em um custo total de 1,1 bilhão de dólares para Trump. Mesmo assim, a inauguração foi marcada em 1990 e teve um tour guiado de Michael Jackson nas imediações do empreendimento, descrito pelo magnata como "A Oitava Maravilha do Mundo".

Jackson, Trump e sua futura esposa Marla Maples no Tavern on the Green em 1992 / Crédito: Divulgação

 

Jackson na Trump Tower

A ocasião foi capaz de criar um laço comercial e amistoso com Trump, principalmente após o empresário garantir a segurança do astro no meio da povoada Atlantic City. O apreço pelo local foi tamanho que Michael se hospedou na suíte Alexandre, o Grande, no valor de 10 mil dólares por noite. O músico pretendia passar mais tempo, mas recebeu a notícia no dia seguinte à hospedagem de que o amigoRyan White estava com a saúde debilitada.

Donald então disponibilizou um jato particular e acompanhou Michael até Indianápolis. Ao chegar, receberam a notícia da morte do garoto em decorrência de complicações da AIDS — e Donald foi responsável por ceder 3 limusines até o funeral. O Rei do Pop preferiu passar a noite na casa da família White, enquanto Trump retornava para o Taj Mahal.

A relação se tornou ainda mais próxima em 1994, quando Michael fez questão de se hospedar em uma Trump Tower, em Nova York, durante as gravações do álbum HiStory, desembolsando 110 mil dólares por mês em uma suíte com a melhor visão do Central Park. Trump morava na cobertura e relatou que, por diversas vezes, desceu e conversou por horas com o Rei do Pop: “Na verdade, ele era um empresário muito, muito inteligente”.

Smallcombe acrescenta que a última hospedagem de Michael em uma residência Trump foi, justamente, em sua casa particular em Palm Beach, na Flórida. Na ocasião, Jackson apresentou a namorada Lisa Marie ao amigo, que os acompanhou de jato e reservou a casa, especialmente solicitada pelo cantor.

Trump autografa fotografia com Michael durante comício em 2016 / Crédito: Getty Images

 

Defendendo de longe

Jackson fez questão de se afastar da glamorosa vida nova-iorquina após o nascimento dos três filhos — e Trump esteve incluído nessa abdicação. Mesmo assim. Quando novas denúncias de abuso sexual infantil foram protocoladas contra o Rei do Pop, em 2003, o empresário foi enfático ao defender o amigo em entrevista ao jornalista Larry King, na CNN.

“Vou defendê-lo, porque ninguém mais vai. Ele morava na Trump Tower. Eu sabia o que estava acontecendo com Michael Jackson. Você sabe o que estava acontecendo? Absolutamente nada. Tive muitas pessoas que trabalharam para mim no prédio e, acredite, elas me contariam se algo estivesse errado’’, e completou: “Michael passava muito tempo com meus filhos”.

Durante o período pré-eleitoral, em 2016, o então político também citou sua amizade com o cantor e afirmou à CNN que se sentia como Jackson: "Você sabe quando Michael Jackson morreu, eu o conhecia muito bem, todo mundo falava sobre Michael Jackson, mas eles não o conheciam". Trump Jr. também citou o cantor para defender o pai de acusações de racismo, afirmando em seu livro ‘Triggered’ que, se o pai fosse racista, não o deixaria andar com Michael durante a infância.


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