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Muito além de Poseidon: Os deuses da água

Descubra 10 deuses ao redor mundo que têm seus poderes sobre o elemento aquático

André Nogueira Publicado em 27/09/2019, às 07h00

Poseidon, deus dos mares
Poseidon, deus dos mares - Reprodução

A água é uma substância essencial para a vida humana, não só a biológica, mas também a social. Muitas civilizações começaram na beira de rios ou se especializaram em condução no mar.

Conheça 10 deuses que canalizam a importância que a água tem em nossas vidas.

1. Enki

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Original da Suméria, Enki é um dos principais deuses da Mesopotâmia (os Annunaki) e era o deus da água doce, que para os sumérios era o elemento primordial do qual se gerou a vida no universo.

Seu templo era a casa do apzu (a água doce que se separou de Tiamat na origem do mundo, quando Enki corta a cabeça da fera sobra as águas primordiais). Seu principal papel no mundo é nutrir a terra e, assim, posssibilitar a vida e a nutrição dos cereais.

2. Anuket

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Anuket, ou Anúquis, era a encarnação divina do Nilo entre os egípcios. Assim, era também deusa do fluxo das águas e de suas propriedades. Seu nome significa abraçar, pois as águas do rio Nilo abraçavamos campos ao redor e nutriam a terra para o cultivo.

Era representada pela gazela em uma associação complexa entre a vivacidade da caça e o elemento fertilizante que o Nilo representava. Por isso, em relação com outras deusas como Neftis, sua representação está ligada à fertilidade e ao nascimento.

3. Oxum

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Segunda esposa de Xangô, Oxum é a deusa (orixá) das águas doces, dos rios, lagos e cachoeiras. Levando o nome de um importante rio que corta a Nigéria, ela é associada ao ouro e ao jogo de búzios, sendo uma orixá central no panteão candomblista, onde é cultuada também como deusa da sabedoria e do poder feminino.

Está ligada também a elementos relativos à beleza, o amor, a fertilidade e a maternidade, sendo responsável pela proteção dos fetos e das crianças recém-nascidas.

4. Mama Cocha

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Esta é a deusa andina de todas as águas, cultuada pelos incas no litoral e no interior do continente onde há lagos. Seu culto envolve a busca de proteção da deusa contra maremotos, desastres marinhos e pescas improdutivas. Esposa do deus mais importante do panteão andino, Viracocha - e vivendo com ele na esfera universal superior, Mama Cocha é representada na dualidade mundana como o polo feminino, sendo de vital importância na manutenção do equilíbrio do mundo.

5. Iara

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Importante deusa Mãe d'água, a Uiara, ou Iara, é uma deusa comum entre os tupi da América do Sul e é ligada à conservação das águas do continente. A entidade assumiu uma forma de sereia, com rabo de peixe e corpo de uma mulher morena de cabelos longos.

Sua lenda conta que era uma grande guerreira que gerou inveja entre os irmãos, que tentam assassiná-la, falham e são mortos por ela. Como punição, Iara é lançada ao rio, onde os peixes a levam até a superfície e transformam seu corpo no seu formato conhecido. Iara continua como grande guerreira, dedicada à proteção da água.

6. Poseidon

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Versão grega do latino Netuno, o famoso deus do tridente é irmão de Zeus, pai de todos e mandatário poderoso, e Hades, deus do submundo e da custódia dos mortos. É o deus dos mares para os gregos, controlando as águas salgadas e o destino dos marinheiros. Sua representação costuma estar acompanhada por um golfinho ou um cavalo marinho, seres que o representam. Temperamental, fenômenos como tempestades marítimas, terremotos, tsunamis e outras catástrofes eram associados a sua ira.

7. Iemanjá

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Orixá feminina das águas salgadas, seu nome significa aquela cujos filhos são peixes e é cultuada na umbanda e no candomblé. Carregando diversos nomes como Janaína e Dandalunda, ela é ao mesmo tempo a padroeira dos pescadores e navegantes e deusa associada à conciliação amorosa e reatamento de desafetos.

O Rio de Janeiro, Salvador e outras cidades litorâneas têm suas festividades anuais intimamente ligadas ao culto a Iemanjá, trazendo presentes e mimos à sereia.

8. Aegir

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Aegir (literalmente mar) é o deus nórdico das águas salgadas e oceanos. É confusa sua natureza, porém transita entre os deuses ligados à Paz, a fertilidade e as relações frutíferas, e às vezes, é tido como um gigante.

Era adorado e temido ao mesmo tempo pelos marinheiros, pois dizem que possuía o hábito de subir à superfície para pegar e afundar navios e cargas e levá-los ao seu salão submarino. Pela paz, Aegir exigia constantes sacrifícios em seu nome.

9. Chalchiuhtlicue

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Essa deusa cultuada pelos mexicas e astecas no México pré-hispânico era a responsável pelos lagos e correntes d'água. É casada com o deus Tlaloc, deus da umidade, dos raios e das tormentas e residente de Teotihuacán, cidade dos deuses. Era deusa das águas superficiais e em terra, não estando ligada às chuvas. Pela associação que os astecas faziam entre a correnteza d'água e uma espécie de batismo, Chalchiuhtlicue está também associada a um patrono dos nascimentos.

10. Kanaloa

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Conhecido também como Tangaloa na ilha de Samoa, Kanaloa é um deus cultuado pelos antigos habitantes do arquipélogo do Hawaii, na Polinésia. Era o deus do oceano, da cura e o companheiro constante de Kane, o deus da criação.

O sentido de seu nome é bastante profundo e complexo, mas está ligado desde o nascedouro das criaturas marinhas até a essência central do universo interno de cada um. Por isso, de maneira única entre os havaianos, Kanaloa é representado com olhos grandes, redondos e profundos: aquele que encara fundo seus olhos tem visões que tomam caminhos existenciais e místicos.