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Elizabeth Taylor: Os intensos 8 casamentos da lendária atriz americana

Neste dia, em 1932, nascia a estrela que se tornou um ícone mundial. Interpretou Cleópatra no cinema e sua vida ficou marcada por excêntricos e curtos matrimônios

Caio Tortamano Publicado em 27/02/2020, às 17h00

A atriz Elizabeth Taylor, em meados de 1955
A atriz Elizabeth Taylor, em meados de 1955 - Getty Images

Elizabeth Taylor foi, sem dúvida, um dos maiores ícones femininos da história da indústria cinematográfica mundial — chegando a ser considerada pelo American Film Institute como a sétima maior lenda feminina do cinema. Porém, sua vida foi marcada das situações únicas que somente a fama e o luxo que dispunha poderiam proporcionar.

Ao longo de sua vida, Elizabeth se casou 8 vezes. Todos esses matrimônios agitavam a mídia especializada e atraiam enorme atenção do público que, em grande parte, desaprovava essas uniões.

Antes mesmo de sua maioridade, Liz Taylor era constantemente arranjada para se casar com personalidades. A MGM (produtora na qual trabalhava na época) tentou fazer com que a estrela namorasse com o astro do futebol americano Glenn Davis.

Em 1949, ela foi noiva por um breve momento de William Pawley Jr, filho de um embaixador americano. Howard Hughes, um magnata do ramo cinematográfico ofereceu uma bela quantia em dinheiro à família de Taylor para que se casasse com ele, ao qual eles não aceitaram.

O primeiro destes casamentos foi com Conrad Nicholson Hilton, em 1950, quando tinha 18 anos. Hilton era herdeiro da rede homônima de hotéis, e a união não durou mais do que um ano, muito por conta dos abusos que ela sofria do marido e do alcoolismo do parceiro.

Seu primeiro casamento foi um marco midiático, e sofreu com grande cobertura da imprensa, muito diferente de seu segundo matrimônio, com o ator britânico Michael Wilding, 20 anos mais velho que ela.

Tendo conhecido um ao outro nos sets de filmagem, casaram em uma cerimônia discreta em 1952, e a união deu fruto à duas crianças: Michael e Christopher Howard. Ao passo que a fama de Taylor aumentava, a de Wilding diminuía, e isso passou a se tornar motivo para muitos dos conflitos do casal, fazendo com que separassem em 1956 depois que um rumor estourou em Hollywood, dizendo que Wilding teria levado strippers para sua casa.

Seu terceiro casamento foi com o produtor Mike Todd, a celebração teve grande atenção da mídia à pedido de Todd. Juntos, tiveram uma menina chamada Elizabeth Frances. Infelizmente, o casal teve fim quando o produtor morreu em um acidente aéreo em 1958, devastando a atriz.

Liz e Todd com a filha do casal e os dois filhos da atriz / Crédito: Wikimedia Commons

 

O cantor — e amigo do casal — Eddie Fisher fez a função de confortar ela e a família durante esse difícil período. Certamente, ele confortou até demais, ao ponto em que os dois engataram em um romance secreto, uma vez que Fisher era casado com a atriz Debbie Reynolds.

O caso entre os dois resultou em um grande escândalo na época, e Liz Taylor foi classificada como uma destruidora de lares. A solução encontrada por eles foi lógica, se casaram pouco tempo depois, em 1959.

Enquanto filmava o grande filme de sua carreira, Cleópatra, na cidade italiana de Roma, Taylor traiu seu marido com o ator Richard Burton. Os rumores do envolvimento entre os dois se confirmaram depois que uma foto de um paparazzo foi divulgada em que os eles apareciam sozinhos em um iate.

O caso aconteceu em 1962, mas as filmagens do lendário longa duraram três anos, e Liz só conseguiu se divorciar de Eddie Fischer em 1964. Nove dias depois do término, ela se casou com Burton, e o casal adotou duas crianças (Liza Todd e Maria Burton).

A união dos dois foi extremamente rentável, por assim dizer, e eram um dos casais preferidos de Hollywood — estrelando em 11 filmes juntos. O estilo de vida deles, rodeado de joias, peles caras, diamantes e pinturas acompanhavam uma suposta abertura no casamento deles, em que ambos tinham diversos amantes.

Liz e Richard em cena / Crédito: Wikimedia Commons

 

Talvez pela exposição da relação deles, o casamento terminou em 1974, mas voltaram em 1975. O segundo casamento durou pouco menos de um ano. Ao final de 1976, Taylor se casou com John Warner, um político republicano que se elegeu senador, graças ao alvoroço que causava sendo casado com a estrela.

A vida de esposa de um político, entretanto, era entediante para Elizabeth. Com isso, ela se tornou depressiva e viciada em remédios e álcool. Mais outro casamento terminava, em 1982.

Buscando se recuperar de seus vícios e problemas, Taylor se internou em uma reabilitação na Califórnia. Lá, conheceu o que seria seu sétimo — e último — marido, o construtor civil Larry Fortensky.  A cerimônia foi no rancho Neverland, sim, o de Michael Jackson.

Michael e Liz eram amigos de longa data, e o cantor fez questão que o matrimônio ocorresse em sua propriedade para 160 convidados. O brinde dos dois em processo de recuperação foi com água mineral.

Aparentemente, esse foi o mais tranquilo casamento da atriz. Um contrato assinado antes do casamento entre eles garantia uma quantia de um milhão de dólares se o casamento durasse, pelo menos, cinco anos, acabou durando exatamente isso. Apesar do fato, os dois continuaram se falando depois da separação.

A vida de Elizabeth Taylor depois dessa saga de matrimônios se resumiu a ações filantrópicas, fundando, inclusive, uma instituição em prol do tratamento e cura da AIDS. As fotos de seu último casamento foram compradas pela revista People, e o dinheiro foi revertido para a abertura de seu projeto filantrópico.

Ao final de uma vida acelerada e intensa, seus últimos vinte anos foram de pouca exposição pública devido a sua saúde debilitada. Morreu de insuficiência cardíaca em 2011, aos 79 anos. Seu funeral começou 15 minutos atrasado a pedido da própria atriz. De acordo com ela, queria estar atrasada até em seu próprio enterro.


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