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Os brutais assassinatos de Chico Picadinho, que chocaram o país nas décadas de 60 e 70

Conhecido pela mente perturbada, Chico assassinou duas prostitutas em episódios inacreditáveis

Gabriel Fagundes Publicado em 28/03/2020, às 09h00

Francisco Costa Rocha, o Chico Picadinho
Francisco Costa Rocha, o Chico Picadinho - Wikimedia Commons

Chico Picadinho ou Francisco Costa Rocha foi um assasino responsável pela morte de duas mulheres entre os anos de 1966 e 1976. Sendo seus delitos tão pavorosos, que chegaram a ser colocados pelo G1 de São Paulo, em 2014, como os "9 casos de assassinos que chocaram o país com seus crimes”. 

Ele nasceu do caso que seu pai teve com uma amante. A mulher, Dona Nancy, em outras ocasiões já havia cometido o aborto, mas, diferente dos exemplos anteriores, resolveu ser mãe pela primeira vez em 27 de abril de 1942, do homem que seria conhecido como Chico Picadinho.

Quando ainda era criança, seu pai o enviou para morar em uma casa de empregados por conta de uma enfermidade que acometeu sua esposa. Como consequência, o menino logo se sentiu desamparado pela família, sendo abandonado também pelo o casal, que não lhe proporcionava nenhuma afetividade.

Dessa forma, sem nenhuma companhia e amparo, decidiu ficar com animais da mata, como porcos, as cobras, galinhas e gatos. Momento que iniciou a realização de rituais sádicos matando gatos de diferentes formas. Passado dois anos dessas incidências, sua mãe, Dona Nancy, retornou para buscá-lo.

Na mesma época, quando começou os estudos numa escola católica, existe relatos que ele teria visto um caso de pedofilia com um colega. Algo que colaborou com seu isolamento social, e fez com que reprovasse no quarto ano, e fazendo-o esquecer dos estudos.

O Chico Picadinho, o assasino que esquartejou duas mulheres / Divulgação: Carlos Namba


Quando jovem, fez parte de um grupo chamado “senta pua”, onde foi abusado sexualmente. Assim, tanto o sexo, quanto a violência foram introduzidas na sua biografia. Por não conseguir ser aprovado nem na Escola Naval, nem na Aeronáutica e nem na Polícia Militar, foi ser corretor de imóveis. A disponibilidade de horários o fez participar da conhecida “boca do lixo”, lugar marcado pela prostituição e consumo de drogas.

O primeiro crime

Nesta fase, Francisco compartilhava um apartamento com seu amigo cirurgião-médico, Caio, com quem mantinha relações extraconjugais. E foi nessa residência que Chico cometeu seu primeiro crime, em agosto de 1966. Após beber num bar com Margareth Suida, bailarina austríaca, de 38 anos, ele a convidou para seus aposentos, onde durante o sexo a matou enforcada com um cinto. Depois a levou para o banheiro e partiu para o dilaceramento do seu corpo. Retalhou em a moça em vários pedaços.

Margareth, a primeira vítima / Divulgação

 

Feito essa monstruosidade, Francisco dormiu no sofá da sala. No dia seguinte, contou para o seu colega, Caio, que havia um cadáver na casa. Ele então ligou para a polícia, e Chico foi preso no dia 05 de agosto de 1966. Como causa do crime afirmou em depoimento que a vítima se parecia com sua mãe, pois ambas se envolveram com homens por dinheiro e status. 

Desta forma, ficou preso por 18 anos de reclusão dado o crime de homicídio qualificado, que foi somado a mais 2 anos e 6 meses pela desintegração do cadáver. Depois, teve sua condenação substituída para 14 anos e 4 meses. Na cadeia, trabalhou, estudou e casou. Foi solto em 1974, oito anos após o ocorrido. 

Recomeço conturbado

Seu primeiro casamento não prosperou mesmo tendo a esposa grávida. Veio a casar-se pela segunda vez, tendo outro filho, mas novamente se separou. Nessa vida, ele retornou para a “boca do lixo”, repetindo os mesmo hábitos: bebidas, drogas, sexo e prostituição. Até que não demorou muito para cometer o segundo homicídio. Foi apenas dois anos e cinco e meses após ser solto.

Numa lanchonete conheceu Ângela, outra prostituta de 34 anos. Conduziu ela para um apartamento de um colega, quando na relação sexual veio a estrangular. O enredo macabro se repetiu: para dar um fim na moça, pegou uma faca, canivete e um serrote e cortou seu corpo em picados, e exausto, dormiu no sofá.

Após, saiu do local, desejando encontrar ajuda de um amigo de cela. Mas, ainda quando procurava uma escapatória foi preso pela polícia novamente.

Angela, a segunda mulher morta / Divulgação 

 

Após o crime, foi condenado a 22 anos e 6 meses de reclusão, ao ser considerado um portador de personalidade psicopática de tipo complexo. Em 1994, Francisco foi submetido para a Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté parar ser tratado de sua insanidade mental.

Passado isso e tendo o cumprimento integral de sua pena, em 1º de março de 2017 teve a sua soltura determinada pela juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani. Contudo, em maio do mesmo ano, o desembargador Ricardo Dip, da Câmara Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, decidiu pela manutenção da custódia.

Na decisão, o magistrado constatou que a Casa de Custódia é o "melhor local para albergar civilmente Francisco, com registro que está adaptado à rotina diária, à disciplina, recebe tempestiva e eficazmente a medicação psiquiátrica”. Isso porque na década de 1970, de acordo com um laudo médico, Chico foi diagnosticado como tendo uma personalidade sádica e psicopática.


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