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Pai, Filho, Pátria: Netflix lança documentário sobre o impacto da Guerra do Afeganistão

Produzido pelo New York Times, o filme levou dez anos para ser concluído e foi eleito a Melhor Edição em Documentário no Festival de Cinema de Tribeca

Wallacy Ferrari Publicado em 20/07/2020, às 07h11

O soldado Brian Eisch reencontra os filhos Isaac e Joey em um aeroporto
O soldado Brian Eisch reencontra os filhos Isaac e Joey em um aeroporto - Divulgação/YouTube/Netflix/02.07.2020

Lançado na última sexta-feira, 17, o documentário Pai, Filho, Pátria (Father Soldier Son) não foi produzido de maneira linear, seguindo um roteiro; em 2010, quando Catrin Einhorn e Leslye Davis — jornalistas do The New York Times — conheceram o sargento Brian Eisch, buscavam apenas uma reportagem sobre a vida de um pai solteiro longe dos filhos, enquanto lutava no Afeganistão.

A matéria seria publicada apenas no meio impresso, porém, a equipe preferiu continuar documentando o crescimento das crianças, o contato com o militar e o retorno para a casa. Davis voltou aos Estados Unidos em 2014, entretanto, sua vida nunca mais foi a mesma, com uma série de adversidades causadas pelo estresse pós-traumático de uma guerra.

Sendo o protagonista de um enredo da vida real, Brian é um exemplo para uma discussão sobre a real função das forças armadas, do patriotismo e como a notória ação militar estadunidense impacta as famílias norte-americanas. Com filmagens que perduraram por dez anos, o longa foi produzido pelo New York Times e lançado com exclusividade na Netflix.

Com a classificação indicativa de 12 anos, o filme tem 1h40 de duração e recebeu uma aprovação de 87% dos críticos de acordo com um levantamento do Rotten Tomatoes, sendo descrito como um filme “profundamente revelador e sem julgamento” de acordo com Frank Scheck, crítico do The Hollywood Reporter. Classificado como “complexo e intimista” pela plataforma de streaming, o documentário está disponível em português.