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Pais ausentes e bullying: A melancólica infância do Príncipe Charles em 5 fatos

O Príncipe de Gales precisou lidar com diversos obstáculos quando era criança, o que expôs em sua biografia de 1994

Ingredi Brunato Publicado em 30/01/2021, às 10h00

Fotografia de Príncipe Charles
Fotografia de Príncipe Charles - Wikimedia Commons

No imaginário popular, a vida dos membros da realeza é vista como coberta de glamour. A riqueza e a fama que acompanham tais pessoas desde seu nascimento é alvo de desejo e inveja, sendo para muitos a descrição de um sonho. 

Não é apenas de maravilhas que é feita a vida dos príncipes e princesas, todavia. Toda família tem seus conflitos, por exemplo, e uma que vive sob os holofotes do mundo pode ter até mais motivos para ter problemas que outras. 

1. Sem privacidade 

Quando a Rainha Elizabeth II nasceu, ela não era a primeira na linha de sucessão do trono britânico, o que lhe deu a chance de ter uma infância mais próxima da normalidade.

Já o Príncipe Charles não teve essa oportunidade. Ele veio ao mundo carregando o título de herdeiro direto do trono, portanto, foi colocado em um berço onde os membros da corte real pudessem dar uma olhada no bebê. 

“Pobre rapaz, duas horas e meia depois de nascer, ele era olhado por estranhos”, comentou o membro da Marinha Britânica Thomas Harvey, segundo repercutido por uma reportagem de 2017 da Vanity Fair. 

2. Mãe distante

Fotografia de Elizabeth II e Philip quando eram mais jovens / Crédito: Divulgação 

 

Na biografia autorizada de Charles, lançada no ano de 1994 sob o nome de “Prince of Wales: A Biography” (ou, em tradução livre, “Príncipe de Gales: Uma biografia”), é registrado que o filho da Rainha da Inglaterra não hesitou em chamar a mãe de “fria, distante e indisponível”. 

Isso porque a monarca passou boa parte da infância do filho ocupada com seus deveres reais, que lhe faziam ausentar-se por longos períodos, enquanto viajava pelo exterior. Dessa forma, o jovem herdeiro teria sido criado pelos funcionários da creche onde era matriculado. 

Ainda segundo sua biografia, foram eles que “o ensinaram a brincar, testemunharam os seus primeiros passos, puniram e recompensaram, ajudaram-no a traduzir os seus primeiros pensamentos em palavras”, diferente de seus pais “emocionalmente reservados”. 

3. Pai severo 

O Príncipe de Gales também nunca teve medo de revelar a severidade que seu pai, Philip, empregou em sua criação nos momentos que passou com ele. Prova disso foi uma entrevista dada por Charles quando ele tinha 20 anos de idade, em 1968. 

Quando perguntado se os métodos disciplinares de sua figura paterna eram do tipo “instruir a sentar e calar a boca”, o herdeiro respondeu imediatamente que “O tempo todo, sim”. O episódio foi repercutido pela Vanity Fair. 

4. A avó  

Retrato de Elizabeth, a Rainha-Mãe / Crédito: Wikimedia Commons

 

Rainha Elizabeth, a avó materna de Charles, frequentemente o visitava durante a ausência de seus pais. A presença da figura familiar teria sido de grande importância para o Príncipe de Gales, como ele revelou mais tarde. 

“Foi minha avó quem me ensinou a olhar para as coisas”, comentou ele, segundo a Vanity Fair. A monarca o teria ajudado a construir sua sensibilidade artística e musical.

5. Bullying 

Ser um príncipe infelizmente não torna alguém imune ao bullying no colégio, como as experiências desagradáveis de Charles na Cheam School, um internato que também havia educado seu pai, Philip

As outras crianças fizeram brincadeiras maldosas com o herdeiro menino, rindo de suas “orelhas grandes” e chamando-o de “gordo” para tentar ofendê-lo. O Príncipe de Gales tinha então oito anos de idade, e escrevia cartas semanais para sua casa, frequentemente falando sobre como tinha saudades de lá.


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