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Rene Robert: o padre que previu a própria morte

Um fato curioso mudou o futuro do próprio assassino de Robert. Entenda!

Paola Churchill Publicado em 08/06/2020, às 17h21

O padre Rene Robert
O padre Rene Robert - Divulgação

Rene Robert era um arcebispo muito querido na cidade costeira de Saint Augustine, na Flórida. Conhecido pela fama de bondoso fazia tudo ao seu alcance para ajudar o próximo, principalmente os mais vulneráveis.

Isso porque o padre ajudava pessoas condenadas por crimes hediondos, viciados em drogas e até mesmo pessoas com alguma deficiência mental. Ele sentia que essa era sua vocação, seu chamado divino e faria tudo ao seu alcance para ajudar esses marginalizados na sociedade.

Mas, em 2016, Robert sumiu. Toda a comunidade se uniu para encontrar o homem, todos esperavam pelo melhor, afinal, Rene era muito querido por todos e ninguém nunca faria nenhum mal a ele.

No entanto, uma semana depois, o pior aconteceu: o corpo do padre foi encontrado em uma mata na Geórgia, apresentando sinais de um crime com requintes de crueldade. O cadáver de Rene fora marcado por inúmeras balas. 

A morte

Steven Murray era um homem problemático que Rene tentava a todo custo ajudar. O visitava diariamente, oferecia abrigo, mas nada que ele fizesse acabava com a fúria do homem. Ele era o suspeito número um de ter matado o padre.

Quando encontraram Murray dirigindo o carro do padre rumo ao Estado da Carolina do Sul, não tiveram dúvidas: ele havia matado o amado arcebispo. Assim que foi preso, o acusado confessou o crime e disse que “não sabia o que estava fazendo, pois tinha problemas mentais”.

Capturado, descreveu o crime ocorrido na noite de 10 de abril de 2016. Ele pediu uma carona para o padre, que não pensou duas vezes. Durante o trajeto, Steven sequestrou o religioso, o levou até uma mata distante e disparou diversas vezes contra seu corpo.

Durante o julgamento, que ocorreu poucos dias depois, alegou que não queria ter matado o padre, e que tudo se tratou de um momento de insanidade. Apesar de todas as apelações, Murray foi considerado culpado pelo homicídio e condenado a morte.

Robert Rene aos 71 anos/Crédito: Divulgação 

 

A carta

Robert sempre soube que seu trabalho com os menos favorecidos era perigoso e imaginava uma morte cruel e sádica. No entanto, o homem que praticava o perdão escreveu uma carta, 22 anos antes, pedindo a compaixão com o homem que o mataria.

No documento escrito em 1995, o religioso escreveu uma “declaração de vida”, que foi testemunhada e registrada num cartório americano.

Na carta, Rene desabafa: "Eu peço que a pessoa considerada culpada do meu assassinato não seja submetida à pena de morte em nenhuma circunstância". Ele pediu ainda para que o crime não fosse esquecido pela justiça do homem, mas que a pena fosse outra, não a morte.

Assim que tiveram conhecimento do caso, diversos religiosos fizeram um protesto diante da corte de Justiça de Augusta, na Geórgia, pedindo que a pena concedida a Murray fosse revista seguindo o desejo final do padre.

"Nós queremos ser a voz dele e fazer com que a sua 'declaração de vida' seja levada em consideração neste caso específico", disse o bispo Gregory Hartmayer durante o protesto.

O que Robert pretendia, ao pedir a compaixão do seu assassino, era que o ciclo de violência não fosse perpetuado. Ele pregava o perdão em vida e iria fazer isso até depois de sua morte. Como consequência, Steven Murray está preso esperando sua sentença. O assassino tem esperanças de que o apelo do padre possa ajudá-lo.


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