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Os 134 anos da abolição da escravatura no Brasil

Assunto ainda é debatido nos dias de hoje por movimentos que lutem pelos direitos e reparações histórias devido a escravidão

Paulo Marinho Publicado em 13/05/2022, às 17h30

Capa da obra "Escravidão no Brasil", de Jaime Pinsky disponível na Amazon
Capa da obra "Escravidão no Brasil", de Jaime Pinsky disponível na Amazon - Reprodução / Amazon

Foi em 13 de maio de 1888 que a Lei Áurea era aprovada pela Princesa Isabel, e, assim, a população africana do continente e da diáspora era decretada livre de todo e qualquer regime escravagista no território. Uma luta que ganhou forças em níveis nacionais e causou aumento nas revoltas dos escravizados em todo o país, além  de contar com a colaboração de grupos políticos defensores da causa abolicionista.

O tráfico humano de pessoas oriundas da África para continente americano, existiu no Brasil desde meados do século XVI, e foi somente depois da pressão internacional de países como a Inglaterra, que Portugal e sua antiga colônia tupiniquim assumiram compromissos com a proibição da exportação de seres humanos.

Apesar da criação da Lei Feijó, decreto que proibia a importação de africanos para solo brasileiro, o Brasil continuou a traficar humanos e descumpriu os tratos assinados. Por volta de 1845, a Inglaterra, enfurecida, decretou o Bill Aberdeen, a lei que permitia o monitoramento marítimo de todo Atlântico Sul e a apreensão dos chamados “navios negreiros”. 

Todas essas tensões aumentaram o risco de guerra entre os dois países, e mesmo com a criação da Lei Eusébio de Queirós em 1850, que decretava a proibição definitiva do tráfico humano vindo da África, foram mais de trinta anos para que a libertação oficial ocorresse. O Brasil, Porto Rico e Cuba eram os últimos territórios escravocratas do continente americano, e por aqui foi apenas após muita pressão popular e conflitos como a Guerra do Paraguai, que os movimentos abolicionistas ganharam força e a pauta ganhou destaque na política. 

Com a aprovação da Lei Áurea, a população festejou pelas ruas do Rio de Janeiro e em outras regiões do país, comemoração essa que foi estendida por dias, e, apesar de muitas festas, os afro-brasileiros permanecem em lutas por direitos e reparações devido a história que afeta, até os dias de hoje, a vida de milhões de pessoas no mundo. 


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