Iniciativa de Defesa Estratégica: guerra nas estrelas

Projeto dos EUA queria criar um sistema espacial de defesa

Mauro Tacco Publicado em 01/05/2006, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

Aventuras na História
Aventuras na História - Arquivo Aventuras

Em 23 de março de 1983, quando Moscou ainda assustava os americanos, o presidente Ronald Reagan surpreendeu o mundo com o anúncio do SDI (Strategic Defense Initiative), um sistema baseado em satélites para proteger a nação dos mísseis balísticos intercontinentais soviéticos. A idéia era usar raios laser para abater, no espaço, os mísseis nucleares disparados pela URSS.

O projeto ganhou o apelido de Star Wars – Guerra nas Estrelas (graças à popularidade, na época, da trilogia de George Lucas) como uma maneira de zombar do projeto, considerado fantasioso pela comunidade científica.

Mas o governo do Kremlin não via graça alguma na idéia. Apesar de Reagan afirmar que o intuito do SDI não era ofensivo, o presidente Yuri Andropov sabia que, se o sistema fosse implementado com sucesso, os EUA poderiam lançar seus mísseis sem medo de uma retaliação da União Soviética.

O “Guerra nas Estrelas”, além de piorar ainda mais as relações entre as duas potências, foi muito criticado por democratas, que o consideravam uma distração cara para ocultar os fracassos da administração Reagan.

O projeto foi abandonado em 1993. Ele incentivou os russos, porém, a gastar fortunas para criar seu próprio sistema anti-mísseis, acelerando o colapso econômico dos soviéticos e o fim da Guerra Fria.

 

Combate de ficção científica

O objetivo do projeto xodó de Reagan era criar uma cortina de raios laser nucleares para bloquear a passagem dos mísseis inimigos. Veja como funcionava, em teoria, o cinematográfico sistema de defesa norte-americano.

1. Segundos após o ataque soviético, uma série de mísseis seria lançado por submarinos americanos em direção ao espaço.

2. Esse mísseis se encontrariam com satélites em órbita, contendo ogivas nucleares.

3. A energia produzida pela detonação de algumas ogivas nucleares no espaço acionaria uma série de emissores lasers instalados nos satélites e nos mísseis e criaria uma barreira impenetrável para os ICBMs soviéticos.