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5 fatos sobre Maria Teresa Carlota de França, a filha de Maria Antonieta que foi rainha por 20 minutos

A saga da filha do rei que antecedeu a Revolução Francesa foi marcada por solidão, e contou com breves momentos como autoridade máxima da França

Caio Tortamano Publicado em 06/08/2020, às 17h45

Retrato de Maria Teresa Carlota
Retrato de Maria Teresa Carlota - Wikimedia Commons

1. Revolução Francesa

Nascida em 1778, Maria Teresa Carlota da França cresceu enquanto a situação política no reino de seus pais, Luís XVI e Maria Antonieta, representava um verdadeiro caos. A alta dos preços dos alimentos e o apoio financeiro que deram a Revolução Americana haviam quebrado o país, que concentrava críticas à rainha.

Depois da tomada da Bastilha, em 1789, entretanto, a vida da princesa corria perigo, e muitos membros da realeza começaram a fugir do país. Todavia, a família real foi capturada e o pai da garota guilhotinado.


2. Vida presa

No decorrer da revolução, enquanto os populares estavam no poder, a família real ficou presa em uma antiga fortaleza parisiense que remonta ao século 13. A vida de Maria Teresa foi de completo tédio e solidão no local, contando somente dois livros para ler — tendo todos os pedidos de livros negados pelo governo da França. Seu irmão havia se tornado Luís XVII pelos apoiadores da coroa, mas, o status de República faziam com que isso não valesse nada.

Vista da Torre por volta de 1795 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Completamente no escuro, a jovem somente teve notícias do restante de sua família — sabia que o pai tinha sido morto — anos depois de ter sido aprisionada.

 


3. Exílio

Após sair da torre, pouco antes de completar 17 anos, a garota se exilou em Viena, local de nascimento de sua mãe e terra comandada por seu primo, Francisco I da Áustria. Mas não ficou muito tempo lá, e acabou se mudando para Mitau, que fazia parte do Império Russo, onde seu tio — único irmão vivo de Luís XVI — vivia como hóspede do czar Paulo I da Rússia.

Luís Antônio, Duque de Angolema / Crédito: Wikimedia Commons

 

Foi o tio que arranjou um casamento entre a sobrinha e Luís Antônio, Duque de Angolema, filho de Carlos X da França. Maria Teresa prontamente aceitou, pois o estilo tímido e até gago de seu futuro marido a encantaram. Depois, se mudaram para o Reino Unido, onde ficaram até a restauração Bourbon.


4. “O único homem da família”

Com a abdicação de Napoleão, em 1814, o tio de Maria Teresa se autoproclamou Luís XVIII por ser o homem mais próximo da sucessão real. Assim, conseguiram voltar a França. A mulher teve que passar por muito estresse em seu retorno, especialmente visitando o local onde seus pais haviam sido enterrados e se deparando com o seu irmão morto.

No entanto, com o retorno de Napoleão do exílio, em 1815, o mestre das táticas de guerra reuniu um exército para destituir os Bourbon do poder. Teresa reuniu um exército que concordou a defender contanto que não gerasse uma guerra civil, já que tinham sofrido recentemente. 

Mantendo-se em Bordeaux mesmo depois de Bonaparte ordenar que ela fosse presa quando suas tropas chegassem, somente concordou em sair quando viu que não teria mais como ganhar sem causar inúmeras mortes. Por esse motivo, Napoleão proferiu que os bravos atos de Maria Teresa a faziam “o único homem na família”.


5. Rainha por tempo limitado

Napoleão eventualmente foi derrotado, e o trono retornou para Luís XVIII. O tio de Teresa morreu em 1824, deixando o reino para seu irmão mais novo, Carlos X, que abdicou em 1830 depois que o antimonarquismo voltou a crescer na França. 

Maria Teresa Carlota, à esquerda de branco, ao lado da família Bourbon / Crédito: Wikimedia Commons

 

A situação desfavorável fez com que uma dança das cadeiras existisse. Isso porque quem deveria tomar o trono era o marido de Maria Teresa, Luís Antônio, que recusou imediatamente e precisou assinar sua abdicação. Nesse meio tempo, cerca de 20 minutos, a coroa da França esteve com a própria filha de Luís XVI. Marcada pela tragédia de sua família, se viu brevemente no controle da nação que a tirou tudo que tinha.


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