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99 anos do fim da Semana de Arte Moderna: 5 curiosidades sobre o movimento

Considerado um marco para a cultura brasileira, o movimento literário e artístico foi responsável por dar visibilidade ao modernismo

Victória Gearini Publicado em 18/02/2021, às 12h32

Alguns dos ilustres nomes que marcaram o Modernismo
Alguns dos ilustres nomes que marcaram o Modernismo - Wikimedia Commons

Realizada entre os dias 13 e 18 de fevereiro de 1922, a Semana de Arte Moderna foi responsável por dar visibilidade ao modernismo, tornando-se um grande marco para a cultura brasileira. 

O movimento tinha como objetivo exaltar produções brasileiras, inovando as técnicas artísticas e literárias nacionais. Devido o alcance das manifestações culturais, o evento expandiu-se da capital paulista para as demais regiões do país.

Pensando na importância histórica da Semana de Arte Moderna, o site Aventuras na História selecionou 5 curiosidades sobre este período.

Confira abaixo.

1. A tríade modernista

Embora Manuel Bandeira não tenha participado da Semana de Arte Moderna, conforme aponta o site Mundo Educação, o poeta foi um dos organizadores do evento, ao lado de Mário de Andrade e Oswald de Andrade.

 Manuel Bandeira, Mário de Andrade e Oswald de Andrade, respectivamente / Crédito: Creative Commons

 

Juntos, eles formaram a tríade modernista, sendo considerados os principais símbolos do Modernismo no Brasil. A partir de suas técnicas inovadoras, diversos outros autores começaram a adotar a estética modernista, influenciando gerações futuras.


2. Contexto ultraconservador

Devido ao cenário ultraconservador da época, o evento artístico e literário não foi amplamente noticiado pelos veículos jornalísticos e nem foi bem aceito pelos críticos.  

Alguns dos artistas que participaram da Semana de 22 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Neste período, o parnasianismo era a escola literária que mais tinha alcance entre o público, principalmente entre a elite. O movimento defendia o retorno de ideologias e produções clássicas, contrapondo-se ao modernismo, que visava romper com paradigmas tradicionais de arte.


3. Influência durante o durante o século 20

Após o evento romper paradigmas e apresentar tendências de renovação, o modernismo popularizou-se pelo país. Nas décadas seguintes, o movimento teve forte influência em produções literárias, artísticas e de audiovisual.

Autoretrato de Anita Malfatti / Crédito: Wikimedia Commons

 

De acordo com o Mundo Educação, Mário de Andrade teria dito, ainda, em uma conferência realizada em 1942, que “o Modernismo no Brasil foi uma ruptura, um abandono de princípios e de técnicas consequentes, foi uma revolta contra o que era a inteligência nacional".


4. Monteiro Lobato e a crítica ao modernismo

Em entrevista à Livraria Folha, Marcos Augusto Gonçalves, autor da obra "1922 - A Semana que Não Terminou", revelou que Monteiro Lobato era declaradamente contra o movimento modernista.

Fotografias de Anita Malfatti e Monteiro Lobato / Crédito: Wikimedia Commons

 

De acordo com o escritor, o autor de Sítio do Picapau Amarelo teria dito, ainda, que a arte modernista era anormal e inspirada em teorias êfemeras, sendo um crítico ferrenho dos artistas do movimento, principalmente de Anita Malfatti.


5. A programação

O evento foi realizado no Teatro Municipal de São Paulo e contou com a participação de diversos artistas cariocas e paulistas. Entre os dias 13 e 18 de fevereiro de 1922, o público pôde conferir exposições de artes plásticas, assinadas por grandes nomes, como e Anita Malfatti, Vicente do Rego Monteiro, Zina Aita, Di Cavalcanti, Harberg, Brecheret, Ferrignac e Antonio Moya.

Teatro Municipal de São Paulo / Crédito: Divulgação

 

Além disso, o evento contou com conferências, leituras de poemas, danças e músicas, com participações ilustres, como Graça Aranha, Menotti del Picchia, Guilherme de Almeida, Ronald de Carvalho, Ernâni Braga e Villa-Lobos.


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