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Como funciona o processo de canonização?

A escalada até a santidade é composta de quatro etapas bem específicas

Raphaela de Campos Mello Publicado em 12/10/2019, às 00h00

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Divulgação

Para que o processo de canonização se inicie, é preciso que o religioso tenha devotado sua vida a Deus. O título de Beato é concedido após a comprovação de um milagre do religioso, depois de sua morte.

Com a beatificação, é permitido o culto público em louvor do beato, mas limitado a uma instituição eclesiástica. Após investigação, a Igreja reconhece as virtudes cristãs
do candidato (conhecimento e práticas do bem), heroicamente vividas. Ou, então, pelo martírio. 

Se comprovado um segundo milagre, ocorrido após a beatificação, o religioso se torna santo. A canonização valida a santidade e instaura o culto público do santo em toda a Igreja Católica. 

Até hoje, mais de 10 mil relatos de graças a Irmã Dulce já chegaram às instituições da religiosa. São agradecimentos daqueles que creem e que se sentem atendidos em suas súplicas. Mas um milagre é mais do que uma dádiva.

“Para a Igreja, não se trata de uma violação das leis da natureza, mas de um fato excepcional determinado por uma força divina, que supera o ritmo normal das coisas”, define o cardeal José Saraiva Martins, que, ao longo de uma década, analisou mais de 200 eventos considerados inexplicáveis pela ciência.

Para serem catalogados como milagrosos, esses episódios precisam do aval científico de peritos médicos, da análise de teólogos e da aprovação do Colégio de Cardeais. Essas três instâncias avaliam se o caso atende aos quatro requisitos: tem que ser alcançado logo após o apelo; precisa contemplar a totalidade do que foi pedido; o problema
solucionado não poderá voltar a acontecer e a ciência não pode ser capaz de explicá-lo.