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Depois de Dom Pedro: 5 curiosidades sobre os dias finais da Marquesa de Santos

Com o fim do relacionamento entre Demonão e Titília, Domitila recomeçou a vida em sua cidade natal

Isabela Barreiros Publicado em 18/08/2020, às 16h17

Domitila de Castro, mais conhecida como Marquesa de Santos em 1865
Domitila de Castro, mais conhecida como Marquesa de Santos em 1865 - Wikimedia Commons

O relacionamento de Dom Pedro com Domitila de Castro, mais conhecida como Marquesa de Santos, é um dos mais relembrados casos extraconjugais da família imperial brasileira até os dias de hoje. Os dois se conheceram em 1822 e ficaram sete anos junto. O que, no começo, era escondido, foi exposto a todos com o tempo, até mesmo à esposa do imperador, a imperatriz Leopoldina.

No entanto, esse relacionamento ardente chegou ao fim em 1829, por uma série de fatores que levaram o rei a colocar um ponto final. Mas a vida da Marquesa não terminou depois do término: de amante mais famosa de Dom Pedro, chegou ao fim da sua vida de uma maneira muito peculiar.

Confira a seguir 5 curiosidades sobre os dias finais da Marquesa de Santos:

1. O fim de Demonão e Titília

Retratos de D. Pedro e Domitila de Castro / Crédito: Wikimedia Commons

 

O futuro de Domitila foi realmente marcado pelo fim do relacionamento com Dom Pedro. Com a morte da imperatriz Leopoldina, em 1829, a amante do rei ficou como suspeita: corriam boatos de ela teria causado o óbito, envenenado a esposa do imperador. Assim, ela acabou sendo afastada da corte — e, então, de Pedro.

Ela decidiu seguir em frente. Voltou para a capital de São Paulo, sua cidade natal, e se estabeleceu novamente, na intenção de retomar novamente sua vida pessoal e social entre os mais endinheirados do país na época. O término com o imperador fez com que ela tivesse que desenvolver novas atividades, visto que não estava mais relacionada com a corte.


2. Novo relacionamento

Contrariando o costume da época em que mulheres não podiam se relacionar amorosamente com mais de um homem na vida, a Marquesa voltou a ter um caso amoroso depois de Dom Pedro. Ele já era o segundo na vida da mulher, que já havia se casado aos 15 anos.

Em 1833, quatro anos depois do término com o imperador, ela conheceu o brigadeiro Rafael Tobias Aguiar. Os dois tiveram um relacionamento que se virou casório em 1842. Como fruto dessa união, vieram seis filhos, dos quais apenas quatro conseguiram sobreviver até a idade adulta.


3. O Solar

Solar da Marquesa, atualmente Museu da Cidade de São Paulo / Crédito: Wikimedia Commons

 

Pouco tempo depois de chegar em São Paulo, no ano de 1834, Domitila adquiriu um casarão localizado na região central da cidade, mais especificamente na Rua Roberto Simonsen, número 136. A residência próxima ao Pátio do Colégio viria a ficar conhecido como o Solar da Marquesa de Santos.

Famoso por ter se tornado o centro da sociedade paulistana da época, com saraus literários e grandes bailes de máscaras, o Solar foi a casa da Marquesa até o fim de sua vida, em 1867. O local pode ser considerado como a representação da rotina da mulher: festas, cultura e sociabilidade.


4. Caridade

No entanto, ela também começou a dar atenção a outros aspectos de sua vida. Enquanto envelhecia, Domitila se voltava cada vez mais a ajudar outras pessoas. A religião também começou a ter um grande papel em sua vida, e, já idosa, poderia ser considerada uma pessoa muito devota de sua fé.

Nesse contexto, ela passou a focar em atos de caridades, que foram feitos por ela até o fim de sua vida. A Marquesa, então, era conhecida por cuidar de desamparados, promover filas de alimentação, além de auxiliar estudantes do Largo de São Francisco, núcleo de estudo de Direito.


5. Morte

Marquesa de Santos, em idade avançada / Crédito: Wikimedia Commons

 

Depois de uma vida cheia de polêmicas, e, posteriormente, uma inesperada normalidade, Domitila morreu no ano de 1867, aos 69 anos. O óbito aconteceu devido a uma grave infecção generalizada que desencadeou uma enterocolite, a inflamação mortal do trato digestivo. 

Ela foi enterrada no famoso Cemitério da Consolação, em São Paulo. Muito além de Dom Pedro, a Marquesa é, até os dias de hoje, é considerada uma espécie de santa popular, que seria a responsável pela proteção das prostitutas da cidade, o que lhe rendeu o título de Santa das Prostitutas. 


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