Emoticon pode ter mais de 150 anos - inventado por Abraham Lincoln

No mínimo mais de 30 eles têm

Fabio Marton Publicado em 19/08/2017, às 11h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h35

Abraham Lincoln
Abraham Lincoln - Wikimedia Commons

Esta é da série coisas bem mais antigas que se imagina. Emoticons talvez tenham mais de 150 anos - ou, no mínimo, mais de 30.

Deu no New York Times. Na transcrição de um discurso de Abraham Lincoln de 1862, em meio à Guerra Civil,a reação da plateia é assim registrada: “(applause and laughter ;)”. Provavelmente foi um erro de impressão. 

Mas também viria da imprensa americana a primeira tentativa “séria” de criar o emoticon. Em 1881, a revista satírica Puck publicou um invento tipográfico para “demitir todos os cartunistas”. Isto:

Em 1912, o escritor Ambrose Bierce propôs o sinal de “cachinação” (hilariedade), uma boquinha sorrindo: Em 1932, foi a vez de Allan Gregg propor num artigo à Harvard Lampoon que se usasse (-) para sorriso e (--) para gargalhada, entre outros. Não colou.

O Smiley surgiu quase 20 anos antes da versão texto. Foi criado em 1963 pelo designer Harvey Ball, para uma companhia de seguros usar internamente, afixando pins (“bottons”) nas roupas dos funcionários. Havia 100 deles. A moda colou loucamente e, até 1971, seriam vendidas 51 milhões de unidades. Harvey ganhou US$ 45 pelo invento.

O emoticon propriamente dito nasceu em 1982. Na época em que a internet (então Arpanet e Usenet) ainda era exclusiva de militares e universidades, o cientista da computação Scott Falmann mandou (em inglês, é claro) o e-mail ao lado.


No Japão, a brincadeira chegou em 1986, quando a tabela de caracteres ASCII, abrangendo a enormidade de caracteres dos três alfabetos japoneses mais o ocidental, abriu possibilidades inimagináveis do outro lado do mundo. Lá são chamados kaomoji (kao, “face” + moji, “emoção”). ¯\_(ツ)_/¯