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Espíritos, teletransporte ou luz no fim do túnel? O que acontece em experiências de quase morte

Em busca de respostas sobre o que acontece conosco após a morte, um psiquiatra americano entrevistou diversos pacientes que quase deixaram essa vida para trás

Pamela Malva Publicado em 18/03/2020, às 08h00

Imagem meramente ilustrativa de pessoa no fim de um túnel
Imagem meramente ilustrativa de pessoa no fim de um túnel - Wikimedia Commons

Pouco se sabe sobre a vida e menos ainda se conhece sobre a morte. Representada em filmes, animações e seriados, a única certeza da vida sempre foi um mistério, apesar de definitiva.

Desde o princípio, a morte é homenageada em algumas religiões e temida por outras. Entretanto, no fim, seja no Norte ou no Sul, o fim de uma vida abrange uma questão curiosa para todos. O que acontece com uma pessoa após a morte?

Para responder à essa pergunta, o pesquisador Bruce Greyson, junto de outros especialistas do Centro Médico da Universidade da Virgínia, desenvolveu um estudo. Desde 1980, ele entrevistou e acompanhou diversos pacientes que passaram por Experiência de Quase Morte (EQM).

Bruce colheu relatos dessas visões e, 40 anos mais tarde, conversou novamente com as pessoas, para comparar os discursos e ver se as memórias das EQMs mudam ao passar do tempo. O especialista divulgou tudo em uma palestra organizada pela Universidade da Virgínia, em 2017.

Pintura de túnel que leva à vida após a morte / Crédito: Wikimedia Commons

 

Durante a apresentação, o psiquiatra narrou experiências vividas por pacientes que estiveram à beira da morte e experimentaram o quase fim de sua vida. Em diversos relatos, as pessoas disseram ter experienciado a lentidão do tempo e uma súbita sensação de clareza.

Os clichês também não ficaram de fora: durante as pesquisas, muitos dos pacientes alegaram ver suas vidas passando diante de seus olhos. Os sentimentos de paz e bem-estar, alegria e unidade também foram constantes.

Em grande parte dos relatos, segundo Bruce, as pessoas experienciaram “características aparentemente paranormais que incluem extraordinária vivacidade sensorial”. Ou seja, sempre que viam ou sentiam algo, esse algo era extremamente real para os pacientes. 

"As pessoas relatam ver cores que nunca viram na Terra, ouvir sons que nunca ouviram antes”, explicou Bruce. “Eles têm o que parece ser uma percepção extra-sensorial franca de coisas acontecendo em outros lugares, visões do futuro e uma sensação de deixar o corpo físico".

Imagem meramente ilustrativa de portão iluminado / Crédito: Divulgação

 

Além de experiências singulares, os pacientes entrevistados por Bruce dizem ter passado por episódios sobrenaturais de teletransporte para um reino místico. Ainda mais, alguns disseram receber a presença de espíritos falecidos e figuras religiosas. 

Ao fim das pesquisas, 40 anos depois da primeira entrevista, o psiquiatra voltou a conversar com os mesmos pacientes, a fim de identificar possíveis mudanças nos discursos. Entretanto, como explicou na palestra em 2017, o tempo não influenciou nas memórias das pessoas, muito menos em suas lembranças da quase morte.

Ainda assim, uma irregularidade pôde ser identificada entre as EQMs de pessoas com diferentes origens. Nesse sentido, o pesquisador percebeu que as normas culturais acabaram por influenciar nas experiências vividas pelos pacientes.

Em países de terceiro mundo, por exemplo, os pacientes “falavam sobre entrar em uma caverna ou poço”. A narrativa foi diferente da dos norte-americanos, que, por sua vez, “falam em entrar em um túnel”, explicou Bruce. 

Pintura de anjos levando pessoas para a vida após a morte / Crédito: Wikimedia Commons

 

Para o neurobiólogo do Instituto Nencki de Biologia Experimental Dr. Paweł Boguszewski, as EQM podem ser explicadas por uma característica gravada em nossos genes. Segundo o especialista, nós estamos biologicamente preparados para o fim da vida.

Dessa forma, de acordo com Pawel, a morte é apenas uma suspensão acidental do processo biológico conhecido como vida. Assim, segundo o Serviço Nacional de Saúde, existe uma forte possibilidade das pessoas se apegarem à consciência durante EQMs.

De acordo com essa ideia, o simples movimento do sangue correndo pelo cérebro, a presença de luzes ou o som de vozes podem ser confundidos com experiências pós morte. Assim, as pessoas não realmente passaram por situações onde viram coisas sobrenaturais ou receberam uma manifestação de outro mundo.

Indo contra os resultados encontrados pelos estudos de Bruce, o Serviço Nacional de Saúde segue afirmando que "a existência de uma 'vida após a morte' continua sendo uma questão de crença, não uma prova científica". De acordo com o órgão, portanto, os pacientes podem não ter experienciado experiências concretas de quase morte.


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