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Há 155 anos, a escrava Amy Spain era brutalmente executada nos Estados Unidos

Após ser acusada de roubar um proprietário de terras, acredita-se que Spain representa a última execução legal de uma escrava na América

Nicoli Raveli Publicado em 10/03/2020, às 09h00

Ilustração de Amy Spain sendo enforcada na Carolina do Sul
Ilustração de Amy Spain sendo enforcada na Carolina do Sul - Getty Images

Aos 17 anos, Amy Spain, uma escrava, foi executada em frente ao tribunal da cidade de Darlington. Poucos minutos antes de sua morte, um dos executores promoveu um juramento enquando os cidadãos da cidade ouviam atentamente.  

Ela foi executada durante a Guerra Civil Americana. O tribunal militar da época a condenou por traição por roubar alguns pertences de seu proprietário na Carolina do Sul. Após ser condenada, ela foi enforcada em uma árvore.

A garota tinha 17 anos quando morreu e era chamada de mulata. Quase no final da Guerra Civil, muitos proprietários já haviam abandonado a cidade. Logo, o Comandante da União afirmou que os escravos podiam levar todos os pertences que tinham deixado para trás.

Amy e seu irmão, Willie, decidiram arrastar os móveis do armazém abanado e levaram os pertences da casa de seu proprietário, como roupas de cama, alguns móveis e comida. Pouco tempo depois, o Exercito da União deixou a cidade e os moradores retornaram liderados pelo general americano Joseph Wheeler. Os que ficaram para trás afirmaram que Amy havia liderado os saques e a acusaram de guiar o exército a locais onde havia objetos de valor que estavam escondidos.

Com isso, a mulher foi condenada à morte e enforcada em 10 de março de 1865. No mesmo ano, o jornal Harper's Weekly forneceu um relato sobre sua execução, dizendo que seu nome era consagrado pelos africanos e O atribuiu grande parcela da responsabilidade aos residentes da cidade de Darlington, na qual ocorreu a morte da escrava.

Acredita-se que sua morte foi a última execução legal de uma escrava na América e os jornais não deixaram de relatar sua história. Como resposta, o jornal a Nova Era de Darlington acusou o outro meio de comunicação de cometer um ato ofensivo a população e disse que a cidade fez o possível para impedir a morte de Amy.


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