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108 anos em baixo d'água: Por que o Titanic nunca foi removido do fundo do oceano?

Diversas foram as tentativas cogitadas para remover a famosa embarcação submersa, todavia, ela continua no fundo do mar

Caio Tortamano Publicado em 14/04/2020, às 00h00

Os destroços do Titanic
Os destroços do Titanic - Divulgação

Uma das maiores questões que permeiam o naufrágio mais famoso de todos os tempos é: Por que não os destroços do Titanic não foram removidos do fundo do Oceano?

O RMS Titanic afundou em 15 de abril de 1912, no meio do Oceano Atlântico. Por mais que a repercussão na época tenha sido massiva, as buscas pelos destroços não foram suficientes a ponto de localizar a embarcação.

Somente em 1985 os destroços foram descobertos pelo oceanógrafo Robert Ballard que, em parceria com a agência nacional de oceanografia da França, a IFREMER, utilizou modernas sondas de varredura com câmeras acopladas que conseguiram identificar os destroços do navio.

Robert Ballard / Crédito: Wikimedia Commons

 

73 anos depois, em erosão no fundo do mar, era de se esperar que o Titanic não estivesse em ótimo estado de conservação e muito menos intacto. No entanto, diversas expedições subsequentes encontraram salões inteiros com lustres no lugar e mobílias espaçadas.

Isso seria uma boa notícia, se as duas peças principais dos destroços não estivessem cerca de 600 metros de distância uma da outra, dobrando o trabalho de recuperação. A proa (sua parte da frente) é reconhecível, enquanto a popa (a parte de trás) em péssimo estado.

A fragilidade da estrutura em si é preocupante, colocando em risco, inclusive, a localização atual dos destroços, uma vez que, com a ação do tempo, o que restou do casco do luxuoso barco poderia ser arrastado pelo oceano, se perdendo do local original.

A proa, por melhor que esteja, está fincada a uma altura de um prédio de seis andares no solo, retirar tamanho colosso, diante da profundidade que se encontra, exigiria uma força descomunal vinda de um suporte da superfície —  algo impossível no meio do oceano.

Em 1912, 100 anos depois de naufragado, os destroços do Titanic passaram a ser protegidos pela UNESCO  que mantém todo item com caráter histórico, arqueológico e cultural.

Dessa maneira, nenhuma expedição legal poderá ser feita até os destroços sem o consentimento da organização, que não tem o menor interesse em retirar o colosso debaixo da água.

Alguns planos mirabolantes foram cogitados para retirar o Titanic do fundo do Atlântico, como enchê-lo de bolas de ping pong, ou injetar 180.000 toneladas de vaselina. Além dessas hipóteses absurdas, foi arquitetado usar meio bilhão de tonelada em nitrogênio líquido para criar uma espécie de iceberg embaixo do barco, fazendo o Titanic flutuar até a superfície.

Mesmo com todas essas suposições, nunca foi respondido objetivamente onde a embarcação de 269 metros e quase 50.000 toneladas poderia ser exibida em terra firme.


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