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A missão suicida de Morgan Spurlock, o homem que passou 30 dias se alimentando apenas de McDonald's

Mergulhando no cardápio gorduroso da companhia, o documentário Super Size Me apresentou os ricos do requisitado fast food

André Nogueira Publicado em 20/12/2019, às 10h55

Morgan Sputlock é autor de Super Size Me
Morgan Sputlock é autor de Super Size Me - Getty Images

Morgan Sputlock é um cineasta independente estadunidense que, em 2004, assumiu uma missão bizarra para expor os malefícios da comida industrializada do mercado. Basicamente, o cineasta optou por passar 30 dias seguidos fazendo todas as suas refeições no McDonald’s e filmar os resultados desse hábito suicida.

Sputlock com cartaz do filme / Crédito: Getyy Images

 

O principal impulsionador desse experimento foi o choque causado pelo crescente aumento dos índices de obesidade divulgado nos Estados Unidos. Chegando ao caráter epidêmico, esse problema foi facilmente comparável aos malefícios do tabaco, mas está longe de ser tratado da mesma maneira que se aborda o segundo produto: em nome do dos fast foods, ignora-se seu cunho viciante e prejudicial.

Spurlock comeu em restaurantes da franquia três vezes por dia, ou seja, foram 90 refeições que passaram por todo o cardápio do McDonald’s. Como consequência, ele consumia mais do dobro de quilocalorias de uma alimentação saudável.

O resultado não poderia ser outro: ele ganhou 11,1 kg, aumentando em 13% seu peso, passou a sofrer com o colesterol alto, disfunção sexual, mudanças de humor, fadiga e mal-estar, acúmulo de gordura no fígado e a constante vontade de vomitar. Depois, ele viria a demorar 14 meses para retomar o peso anterior ao experimento.

A obra cinematográfica também revelou uma curiosidade bizarra. Durante as gravações, Morgan conversou com crianças que frequentavam as franquias do fast food. Ao mostrar fotografias de figuras importantes, incluindo Jesus Cristo, nenhum dos jovens foi capaz de identificar os nomes. Entretanto, ao apresentar uma imagem de Ronald McDonald, o símbolo máximo da companhia, todos os pequenos acertaram de primeira. 

Cineasta durante evento promovendo segunda parte do documentário / Crédito: Getty Images

 

O documentário Super Size Me foi bem recebido pelo público, além de ser indicado ao Oscar de Melhor Documentário. O Writers Guild of America consagrou a obra com o prêmio de Melhor Roteiro Documentário e o filme ganhou grande repercussão, a ponto de ser lançada, em 2017, uma sequência sobre as mudanças na propaganda das companhias que oferecem comida rápida desde sua denúncia.

O conceito final desse documentário, chamado Super Size Me, é a prova do mal-estar físico e psicológico que essa comida de baixa qualidade, mas vendida como essencialmente positiva, pode fazer no nosso corpo. Com isso, se faz uma denúncia à indústria dos fast food e à sua negligência em quanto à saúde alheia em nome do lucro.


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