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Palácio de traições: James Hewitt, o polêmico amante da Princesa Diana

Por cinco anos, o ex-militar britânico e a grande Lady Di mantiveram uma relação adúltera que, segundo teorias absurdas, deu um fruto inesperado

Pamela Malva Publicado em 25/04/2020, às 08h00

James Hewitt, o amante de Lad Di
James Hewitt, o amante de Lad Di - Divulgação

Diversos membros da Família Real britânica já tiveram seus nomes estampados em tabloides do país. Seja pelas polêmicas, ou por alguma de suas muitas boas ações, eles são, com certeza, os queridinhos da Inglaterra.

Com sua graça e gentileza, a Princesa Diana foi uma das integrantes da coroa mais amadas pela população. Esposa do Príncipe Charles, o herdeiro do trono, a dama conquistou gerações e, até hoje, é considerada um ícone.

Em meados de 1990, entretanto, Lady Di chocou a Inglaterra ao protagonizar um dos mais polêmicos casos de traição da coroa. Já casada com o príncipe herdeiro, ela se envolveu com James Hewitt, um ex-militar britânico.

Princesa Diana cumprimentando civis / Crédito: Wikimedia Commons

 

O outro de Diana

Hoje em dia, James Hewitt, filho do pentatleta olímpico John Hewitt, é conhecido como um instrutor de equitação. Nascido em abril de 1958, entretanto, ele cresceu para se tornar um oficial da cavalaria britânica bem condecorado.

Formado pela Academia Real Militar de Sandhurst, James entrou para o exército da Inglaterra em abril de 1978. Anos mais tarde, foi promovido a capitão e, durante a Guerra do Golfo, serviu como comandante de um tanque Challenger, em 1991.

Após os 17 anos de serviço militar, James se aposentou do exército e abriu um campo de golfe, em 1994. Naquele mesmo ano, um livro em especial mudou a vida do ex-militar por completo, trazendo uma revelação inusitada.

James Hewitt, o amante de Diana / Crédito: Divulgação

 

O caso da década

Escrito por Anna Pasternak, o livro O amor da Princesa Diana contava com aspas do próprio James sobre seu caso com Lady Di, que durou cinco anos. Segundo o ex-militar, a relação adúltera se manteve entre os anos de 1986 a 1991.

Frente à prova irrefutável da obra de Pasternak, Diana não teve outra saída que não fosse confirmar todo o caso. Assim, em 1995, a esposa do príncipe herdeiro da coroa britânica assumiu a relação extraconjugal com James Hewitt em uma entrevista.

A notícia foi estampada nas capas de diversos tabloides e acabou por chocar toda a Inglaterra. De repente, a grande Lady Di, modelo de bom comportamento e sutileza, apareceu com uma face que ninguém conhecia.

A grande Princesa Diana / Crédito: Divulgação

 

Fama a todo custo

Na época, enquanto Diana era alvo de diversos questionamentos, James passou a aproveitar sua fama passageira. Ele deu algumas entrevistas e, em uma delas, disse que pensou em cometer suicídio quando seu caso com Lady Di acabou.

De acordo com o ex-militar, ele teria planejado tirar a própria vida durante uma viagem. A ideia era "entrar na balsa para ir à França e atirar em mim mesmo", contou. "E então minha mãe insistiu em vir comigo. Devo a ela minha vida."

O palco da traição, todavia, foi desmontado quando Diana foi vítima de um acidente automobilístico, em 1997. Com a morte repentina, a princesa reconquistou seu lugar no coração dos britânicos e James caiu no esquecimento.

Heranças de um amor esquecido

Ainda que o ex-militar já não fosse mais tão citado nos jornais da Inglaterra, uma nova teoria da conspiração surgiu, envolvendo o nome de outro membro da Família Real. Para muitos, era óbvio que James era o pai biológico do Príncipe Harry.

Por mais que Lady Di e seu amante tenham se conhecido apenas dois anos depois do nascimento de Harry, as pessoas ainda acreditavam que o herdeiro era fruto da relação adúltera. Em 2002, entretanto, o próprio James tratou de desmentir toda a teoria.

Príncipe Harry, filho de Lady Di com Príncipe Charles / Crédito: Divulgação

 

O ex-militar voltou às manchetes quando tentou vender 64 cartas de amor escritas por Diana pela bagatela de 10 milhões de libras, em 2003. A atitude foi considerada uma traição e Sarah, a Duquesa de York, condenou James pelo comportamento desleal.

Nos anos seguintes, James chegou a participar de alguns programas de celebridades, mas foi pouco reconhecido pelo público. Em 2004, foi preso ao lado de Alison Bell, um jornalista da CNN, por posse de 0,36 gramas de cocaína.

Em uma entrevista em 2017, o ex-militar foi questionado sobre a paternidade de Harry mais uma vez. Como resposta, ele reiterou a mesma história de 2003 e negou ser pai do príncipe herdeiro. Naquele mesmo ano, James sofreu um ataque cardíaco e um derrame, mas se recuperou com tranquilidade em sua casa na Inglaterra.


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