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Por que a sexta-feira 13 é um dia azarado?

Foi uma data particularmente ruim para os Cavaleiros Templários – mas as sextas e o treze já eram meio malditos

Redação Publicado em 13/04/2018, às 00h00

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Reprodução

Os primeiros registros da sexta-feira treze como um dia azarado só surgiram no século 19. Mas tanto a sexta quanto o treze sempre foram malvistos. 

Antes de Jesus, os gregos e romanos já não gostavam do número. O doze, um número versátil, divisível por 1, 2, 3, 4, 6 e 12, representava a perfeição. Eram doze os meses do ano e doze os deuses do Monte Olimpo. O treze, o número primo que o seguia, de pouca utilidade, era um patinho feio, e passou a ser relacionado a coisas ruins, como bruxaria

O cristianismo adicionou outra razão para seu mau-agouro: eram treze as pessoas na última ceia de Jesus, antes de sua prisão pelos romanos: os doze apóstolos e ele. O traidor Judas Iscariotes é geralmente contado como o décimo terceiro. 

Quanto à sexta, foi o dia em que Jesus morreu na cruz, o que levou aos cristãos a considerá-la o dia mais macabro da semana. Como forma de penitência, a Igreja proibia comer carne nas sextas. Nas lendas medievais, eram nas sextas de lua cheia que os lobisomens se transformavam, e nelas que as bruxas se reuniriam. 

Em algum momento, as duas coisas acabaram se juntando - é uma tese levantada por antropólogos como Phillips Steven Jr. da Universidade de Buffalo (EUA), entre outros.

A teoria hoje é bastante criticada, mas, tradicionalmente, uma sexta-feira treze em particular foi considerada o momento dessa junção. 

Templários 

Em 13 de outubro de 1307, por ordem do rei Filipe IV da França, os cavaleiros templários começaram a ser presos, torturados, excomungados e queimados na fogueira. Sob tortura, confessaram o então inconfessável, de relações homossexuais a negarem a cristo e venerarem certo Baphomet, demônio com cabeça de bode. Com o fim das cruzadas, os cavaleiros basicamente haviam se tornado um banco, e essa foi a solução do rei para "quitar" uma dívida que tinha com eles.

Alguns dos templários sendo queimados na fogueira / Crédito: Reprodução

 

Por cinco anos, enquanto os cavaleiros templários eram perseguidos, o rei tentou convencer o papa Clemente V a extinguir a Ordem. Até que, em 1312, a ordem foi cumprida e os remanescentes fugiram para lugares como Portugal.

“Não é de estranhar que a data da prisão tenha virado um dia de azar”, diz o historiador Bruno Salles, que defendeu sua tese de mestrado na Universidade Federal de Minas Gerais baseado na Ordem. “Eles foram pegos pelo rei – que não tinha autoridade para isso –, acusados de crimes que não cometeram e acabaram abandonados pelo Vaticano”.