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Al-Qaeda orienta seguidores a matarem quem insulta Maomé e ameaça Macron

Em comunicado, o grupo extremista afirma que o "boicote é um dever, mas não é suficiente" contra aqueles que ofendem o profeta

Wallacy Ferrari Publicado em 03/11/2020, às 09h21

Emmanuel Macron em palanque durante discurso em 2018
Emmanuel Macron em palanque durante discurso em 2018 - Wikimedia Commons

O grupo extremista Al Qaeda no Magreb islâmico (Aqmi) soltou uma nota na última segunda-feira, 2, pedindo aos apoiadores pôr em prática as doutrinas da instituição e matar todos aqueles que insultarem a memória e imagem do profeta Maomé, além de fazer citações ao presidente francês Emmanuel Macron, alegando que o mesmo sofrerá vingança.

"Matar qualquer um que insulte o profeta é o direito de cada muçulmano capaz de fazê-lo. [...] O boicote é um dever, mas não é suficiente", escreveu em comunicado o grupo Aqmi, direcionando a ameaça ao presidente após o chefe de estado defender o direito à caricatura durante uma cerimônia de homenagem ao professor francês Samuel Paty.

O professor, decapitado em 16 de outubro por mostrar caricaturas de Maomé aos alunos, se tornou pauta de Macron em relação a liberdade de expressão, afirmando que não renunciará às caricaturas — resultando em uma série de protestos em países muçulmanos contra o presidente, chegando a ter bandeiras francesas e retratos de Emmanuel queimados.

Após a movimentação de centenas de milhares de protestantes, a França elevou para o máximo o nível de alerta terrorista, causando um aumento de 5 mil militares nas ruas e lugares estratégicos de entrada ao país, tendo 16 pessoas expulsas no último mês por suspeitas de radicalização.