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Antigo secretário de Defesa diz que Trump queria que forças dos EUA atirassem em manifestantes

Ex-secretário da Defesa afirma em livro que presidente desejou atirar em manifestantes

Redação Publicado em 03/05/2022, às 11h59

Pronunciamento Donald Trump
Pronunciamento Donald Trump - Getty Images

Em meio a massiva onda de protestos no ano de 2020, pelo caso de racismo da polícia estadunidense que matou George Floyd enforcado, o então presidente do país, Donald Trump, sugeriu que as tropas de segurança atirassem contra os manifestantes, segundo o então secretário de Defesa, MarkEsper.

Você não pode simplesmente atirar neles? Apenas atirar nas pernas deles ou algo assim?, perguntou o presidente, segundo afirmou o secretário de Defesa no livro 'A SacredOath', que será lançado no dia 10 de maio.

Na época das falas, havia milhares de protestos ao redor do mundo incentivados pelo início nos Estados Unidos. Os habitantes do país pressionavam medidas de seu chefe de Estado, que não estava gostando das fortes críticas e tanta mobilização com o apoio das pessoas mais influentes indo às manifestações.

“Esses bandidos estão desonrando a memória de George Floyd, e não vou deixar isso acontecer. Acabei de falar com o governador [de Minnesota] Tim Walz e disse a ele que os militares estão com ele o tempo todo. Qualquer dificuldade assumiremos o controle, mas, quando os saques começarem, os tiros começarão. Obrigado”, disse Trump por meio do Twitter na época dos protestos.

A rede social após poucos minutos de post, avaliou e chegou a conclusão que as palavras continham um “discurso de violência e ódio”, segundo apuração da "Carta Capital".

Ferida deixada em nação não foi curada até hoje

Donald John Trump, é um empresário, político, personagem televisivo e serviu como 45º presidente dos Estados Unidos da América. Suas ideias de governo totalmente voltadas para ideologias de direita, foram vistas de forma muito agressiva, com ideais supremacistas através de diversos discursos preconceituosos, que envolveram até criação de muros com países vizinhos e saída do país de acordos internacionais.