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Após 17 anos, Suprema Corte dos EUA autoriza quatro execuções federais

Com a aprovação, um dos condenados, o supremacista branco Daniel Lewis, foi morto com uma injeção letal

Vanessa Centamori Publicado em 14/07/2020, às 15h19

Imagem ilustrativa de juiz
Imagem ilustrativa de juiz - Freepic

As primeiras quatro execuções federais em 17 anos foram autorizadas pela Suprema Corte dos Estados Unidos, nesta terça-feira, 14. Antes, a decisão de outro tribunal havia adiado as decisões, mas a ordem foi revogada. 

Como resultado, o supremacista branco, Daniel Lewis Lee, condenado por assassinar três pessoas da mesma família em 1996, foi executado por injeção letal na penitenciária de Terre Haute, em Indiana. 

Agora, mais três execuções ainda devem ocorrer em um futuro próximo, entre essa semana e o próximo mês. Assim como aconteceu com Lee, os setenciados à pena de morte devem ser mortos também com uma aplicação letal, contendo o medicamento pentobarbital. Todos são homens condenados por assassinarem crianças. 

São eles: Wesley Ira Purkey, condenado no Missouri por matar e estuprar uma menina de 16 anos; Dustin Lee Honken, que matou cinco pessoas, incluindo duas meninas de 6 e 10 anos, e foi condenado em Iowa em 2004; e Keith Dwayne Nelson, sentenciado no Missouri em 2001 pelo estupro e assassinato de uma menina de 10 anos.

Vale lembrar que, nos Estados Unidos, a maioria dos crimes passa por julgamento em nível estadual. Logo, o governo federal somente cuida dos casos mais graves, tais como crimes de ódio, ataques terroristas e aqueles praticados em bases militares.