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Após conflito na fronteira Índia-China, sobe para 20 o número de baixas anunciadas

Os dois países estão em situação de forte atrito, principalmente depois de uma briga entre os exércitos na região do Himalaia

André Nogueira Publicado em 17/06/2020, às 11h45

Soldados de ambos os lados
Soldados de ambos os lados - Divulgação/Youtube

O Exército da Índia anunciou nessa terça-feira, 16, um total de 20 mortos em um conflito entre operações na fronteira do país com a China. O Gigante Vermelho também sofreu baixas, mas o número não foi anunciado. Fato ocorreu na segunda-feira, 15, na região de Ladakh, Himalaia, tornando-se o primeiro atrito com baixas entre os países desde 1975.

Num primeiro momento, relataram-se apenas três mortes do lado indiano, mas o anúncio do país explicou que o restante dos falecidos passava por cuidados médicos, por conta de ferimentos graves. Segundo ambos os lados, não houve disparos de armas de fogo no conflito.

Região onde há conflito de fronteira / Crédito: Wikimedia Commons

 

Segundo o governo chinês, “as tropas indianas violaram o consenso entre os dois lados, atravessaram a fronteira ilegalmente duas vezes e realizaram ataques contra pessoal chinês, o que resultou em sérios conflitos físicos". Já o Ministro de Relações Exteriores da Índia reportou que o ocorrido teria sido "resultado de uma tentativa do lado chinês de mudar unilateralmente o status do vale Galwan".

O local, de difícil acesso e onde faz muito frio, colaborou para a não sobrevivência dos militares feridos que morreram no dia 16. O local da fronteira tibetana voltou a ser um centro de tensões, e milhares de soldados e equipamentos já estão posicionados nas proximidades, o que pode indicar uma nova escalada de conflitos. A área montanhosa não tem uma fronteira formalmente estabelecida.