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Notícias / Ucrânia

Bomba é encontrada em praia na Ucrânia

Agentes da Marinha ucraniana desarmaram a mina aquática encontrada

Luisa Alves, sob supervisão de Ingredi Brunato Publicado em 09/06/2022, às 15h25

Mina Aquática - Divulgação/Youtube/The Sun
Mina Aquática - Divulgação/Youtube/The Sun

Em um vídeo divulgado pela agência Reuters é possível ver um grupo de agentes da Marinha ucraniana desarmando uma mina aquática em uma região que era ocupada por banhistas em praia da cidade de Odessa, Ucrânia. As imagens foram divulgadas nessa quinta-feira, 9.

As areias das praias da região de Odessa, de frente para o mar Negro, foram cobertas de minas para a defesa contra ataques russos. Nas primeiras semanas da invasão de Moscou, em 24 de fevereiro, os militares da Ucrânia colocaram minas ao longo da costa para proteção de um possível ataque por parte de um navio de assalto russo conhecido como "anfíbio". As informações são do G1.

Placas com sinalizações de "Cuidado, bombas!" foram instaladas, além de fitas vermelhas e brancas nas entradas das praias para que os civis não se machuquem. Os policiais, por sua vez, patrulham os calçadões.

Eles [os militares] disseram para não ir lá [à beira-mar]", relatou o morador local de 18 anos, Kyrylo Zinchenko à Reuters.

Em vista da presença dos dispositivos militares, alguns moradores optaram por estender suas toalhas nos calçadões para tomar sol, em vez de fazê-lo na areia.

Outros, contudo, desafiaram as recomendações. Uma família com uma criança pequena brincando à beira-mar, por exemplo, foi vista por uma testemunha da Reuters. 

Turismo em declínio

A cidade de Odessa é caracterizada por seu turismo intenso, que, recentemente, secou pela privação da visita às praias. A cidade depende da prática, e, no caso de um ataque, não haverá orçamento suficiente para a sua restituição.

"Percebemos que a componente turística e recreativa é um elemento importante... , mas também percebemos que se não fizermos a defesa da nossa região, não haverá orçamento para preencher", disse Nataliia Humeniuk, porta-voz do Comando Militar do Sul, à Reuters.

"São hotéis, restaurantes, souvenirs, todo tipo de serviço de praia. São coisas ligadas ao setor cultural... Não sei como vai ficar a economia da cidade sem eles", declarou Oleksandr Babich, proprietário de um escritório de turismo.