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Cessar-fogo? Delegação da Ucrânia irá iniciar negociações com a Rússia

Na manhã desta segunda-feira, 27, o grupo chegou à fronteira com Belarus; entenda

Penélope Coelho Publicado em 28/02/2022, às 09h33

Manifestações da Coreia do Sul, para o fim dos conflitos entre Rússia e Ucrânia
Manifestações da Coreia do Sul, para o fim dos conflitos entre Rússia e Ucrânia - Getty Images

Após cinco dias desde o início da invasão da Rússia na Ucrânia, a presidência ucraniana informou que sua delegação chegou à fronteira com Belarus, para negociar um cessar-fogo com os russos.

Em comunicado oficial, foi informado que entre os membros presentes da delegação estão o ministro da Defesa, Oleksiy Reznikov e conselheiro do chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, Mykhailo Podoliak, no entanto, o presidente do país, Volodymyr Zelensky, não está no grupo.

De acordo com informações publicadas hoje, 28, pelo portal de notícias CNN, o comunicado da presidência da Ucrânia exige um “cessar-fogo imediato e a retirada das tropas russas”.

Segundo revelado na publicação, após dias intensos de confrontos, a capital ucraniana teve uma noite ‘calma’ no último domingo, 27, como afirmou o Conselho de Kiev. Entretanto, os moradores da região foram alertados a permanecerem em suas residências, em meio aos confrontos:

“No geral, a noite passada foi calma, excluindo algumas brigas com grupos de sabotagem e reconhecimento. No entanto, a cidade estava ocupada preparando sua defesa”, revelou a nota.

Invasão na Ucrânia

Após semanas de tensão entre a Rússia e a Ucrânia, o presidente russo Vladimir Putin iniciou o que chamou de 'operação militar especial' da Rússia na Ucrânia, como repercutiu a Fox News na última quinta-feira, 24. 

De acordo com o veículo internacional, através de um pronunciamento, o presidente da Rússia disse que o confronto com as forças ucranianas é 'inevitável'. 

Tomei a decisão de conduzir uma operação militar especial. Nossa análise concluiu que nosso confronto com essas forças (ucranianas) é inevitável". 

'Consequências'

Putin, que descreve a ação como uma resposta a supostas 'ameaças da Ucrânia', mandou recado para nações que tentarem intervir na 'operação'.

"(...) Algumas palavras para aqueles que seriam tentados a intervir: a Rússia responderá imediatamente e você terá consequências que nunca teve antes em sua história", disse ele.

Segundo informações atualizadas do Ministério do Interior da Ucrânia até o momento, ao menos 352 civis morreram.