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Cestas de frutas de 2 mil anos são descobertas em cidade submersa no Egito

A descoberta estava “intocada” e foi classificada como “incrível” por pesquisador responsável por encontrar as ruínas no passado

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 02/08/2021, às 10h25

Uma cesta de fruta de 2 mil anos encontrada em Thonis-Heracleion
Uma cesta de fruta de 2 mil anos encontrada em Thonis-Heracleion - Divulgação/Fundação Hilti - Christoph Gerigk/Franck Goddio

Há duas décadas, o arqueólogo marinho francês Franck Goddio se deparou com ruínas do que parecia ter sido uma cidade na baía de Aboukir, perto de Alexandria, no Egito. Desde então, os vestígios da cidade de Thonis-Heracleion vêm revelando descobertas impressionantes.

A mais recente, repercutida pelo jornal The Guardian, foi a identificação de cestas de frutas que remontam ao século 4 a.C., ou seja, mais de 2 mil anos atrás. Para Goddio, os artefatos antigos, encontrados completamente preservados, eram “incríveis”. 

“Nada foi perturbado [nas ruínas da cidade]. Foi muito impressionante ver cestas de frutas [preservadas]”, disse o pesquisador, que foi responsável pela descoberta da cidade e continua investigando suas ruínas.

As cestas encontradas estavam carregadas de doum, conhecido por ser o fruto de uma palmeira africana considerada sagrada para os habitantes do Egito Antigo, como relembrou a publicação. Outro alimento importante para os antigos eram as sementes de uva.

Ainda que fosse incrível, os pesquisadores ficaram intrigados com o fato de terem encontrado as frutas “intocadas”. A principal hipótese para a excelente preservação é a de que elas foram guardadas dentro de uma sala subterrânea, o que a conservaria.

Além disso, é importante pontuar que a descoberta foi feita no local de um antigo cemitério, também identificado recentemente pelos cientistas. É possível que as frutas tenham uma conotação funerária pelo local onde elas foram encontradas.