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Cookie mordido é encontrado dentro de manuscrito do século 16 em biblioteca na Inglaterra

O biscoito foi deixado por aluno em 1930 e ficou cerca de 90 anos entre as páginas do importante livro

Vanessa Centamori Publicado em 12/03/2020, às 09h40

Manuscrito do século 16 com cookie entre suas páginas
Manuscrito do século 16 com cookie entre suas páginas - Divulgação/ Twitter

Por cerca de 90 anos, um pedaço de um cookie de chocolate mordido permaneceu escondido dentro de um manuscrito da era Tudor. O documento, que data do ano 1529, está na Biblioteca da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

O doce achocolatado foi encontrado por acaso pela funcionária local, Emily Dourish. O que aconteceu foi que no ano de 1930 um aluno teria muito provavelmente deixado o biscoito dentro do livro, que faz parte de um dos históricos trabalhos de Santo Agostinho. O monge foi selecionado em 595 a.C pelo Papa Gregório I para viajar partindo da Inglaterra à Roma, pregando contra o paganismo. 

Na ocasião do incidente do biscoito, a presença de alimentos e bebidas era proibido no arquivo bibliotecário. Além disso, curiosamente, a receita de cookies de chocolate só foi oficialmente popularizada na década de 1930, pela chef norte-americana Ruth Wakefield. 

A Biblioteca da Universidade de Cambridge, ao fundo / Crédito: Wikimedia Commons 

 

Em entrevista ao Jornal The Sun, Dourish explicou que o cookie passou despercebido, pois quando a Biblioteca da Universidade de Cambridge recebe qualquer livro, a equipe costuma apenas dar uma olhada breve nos volumes e depois guardá-los. 

“ Ninguém propriamente examinou [ o manuscrito] desde então”, afirmou ela, que ficou muito surpresa ao encontrar o cookie dentro do livro histórico. “ Quando demos [o biscoito] ao nosso conservacionista, ele ficou de boca aberta”. 

Em resposta ao acontecido, a Biblioteca da Universidade de Cambridge usou do bom humor, fazendo uma postagem no Twitter que diz: “ Para referências futuras, temos papéis livres de ácido para marcar onde você está [na leitura]”, escreveu a instituição. “ Por favor, não use quitutes assados”.