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Cova com restos mortais de bebê morto há 2 mil anos é descoberta em aeroporto na França

Além dos restos mortais da criança de um ano, pesquisadores também identificaram oferendas de animais

Alana Sousa Publicado em 17/01/2021, às 08h00

Imagem da sepultura com os restos mortais
Imagem da sepultura com os restos mortais - Divulgação/Inrap

Nas proximidades do aeroporto de Clermont-Ferrand, no centro da França, arqueólogos fizeram uma descoberta surpreendente. Uma sepultura, de 2 metros de comprimento e 1 metro de largura, contendo os restos mortais de uma criança que morreu há dois mil anos foi localizado. A tumba contava ainda com oferendas peculiares. A informação foi divulgada pelo The Guardian.

Segundo os pesquisadores, o túmulo remonta ao século 1, quando existia um domínio romano na região. Análises primárias revelaram que o bebê tinha cerca de 1 anos quando veio à óbito, além disso, as oferendas enterradas junto com o cadáver mostram um cachorro, que pode ter sido o animal de estimação daquela família; e duas galinhas decapitadas.

“Tamanha profusão de louças e itens esquartejados, bem como os bens pessoais que acompanharam a criança até ao túmulo, sublinham a posição privilegiada a que pertencia a sua família. A associação de um cachorro com uma criança pequena está bem documentada em um contexto de funeral, mas aqui é a coleira e o sino que são incomuns”, explicou o Instituto Nacional de Investigação Arqueológica Preventiva (INRAP) em comunicado.

Arqueólogos trabalhando na recente descoberta / Crédito: Divulgação/Inrap

 

O animal foi alocado com uma coleira que continha detalhes em bronze além de um pequeno sino, algo que intrigou os especialistas. O que parece ser um brinquedo do pequeno também foi identificado: em uma haste de metal, havia um anel de ferro.

Em entrevista à AFP, a chefe da escavação Laurence Lautier, contou que o enterro aponta para “um certo status social...uma família que era claramente muito rica”.  A descoberta foi feita durante obras que visam aumentar a capacidade do aeroporto, mais análises devem continuar acontecendo até fevereiro no local.

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.