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Covas de 4.000 anos podem ajudar a desvendar origens da população árabe

Pesquisadores se depararam com crânios intactos que podem ajudar a saber mais sobre as populações locais

Caio Tortamano Publicado em 07/04/2020, às 08h00

Uma das covas pesquisadas nos Emriados Árabes
Uma das covas pesquisadas nos Emriados Árabes - Divulgação

Duas tumbas de 4 mil anos estão sendo analisadas pelo Departamento de Antiguidades e Museus de Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabens Unidos, e duas universidades americanas. Após a descoberta, pesquisadores se depararam com ossos humanos, sendo um possível local dedicado a sepultamentos coletivos.

O povo que habitava o local, os Shihuh, enterrava seus mortos em tumbas com diversas câmaras mortuárias. Muitos dos corpos eram retirados, cremados, e enterrados em outros locais, mostrando que essas covas poderiam ser utilizadas através de diversas gerações.

A pesquisa, realizada pelas universidade do Sul do Alabama e da Quinnipiac University, tem como objetivo definir como era a vida na região durante a Era do Bronze a partir dos 400 quilos de ossadas retiradas de duas tumbas.

A pesquisa deve durar até 2021, e também contará com inúmeros crânios ainda intactos, preservados nas covas. O diretor geral do Departamento de Anitguidades, Ahmed Obeid Al Teneiji, se mostrou animado com o inicio das pesquisas, e está ansioso para saber mais sobre a população que deu origem a diversas culturas orientais atuais.