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Notícias / Danuza Leão

Das passarelas aos livros: A intensa carreira de Danuza Leão, que faleceu aos 88 anos

Jornalista, escritora, modelo e atriz Danuza Leão morreu na última quarta-feira, 22

Éric Moreira, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 23/06/2022, às 11h45

Danuza Leão em foto mais recente e em foto de quando mais jovem - Reprodução/Instagram
Danuza Leão em foto mais recente e em foto de quando mais jovem - Reprodução/Instagram

Danuza Leão, famosa escritora, jornalista, atriz e modelo morreu na última quarta-feira, 22, no Rio de Janeiro, aos 88 anos. Ela nasceu em Itaguaçu, no interior do Espírito Santo, em julho de 1933, e aos 10 anos se mudou junto da família para o Rio.

Sua carreira como modelo teve início na década de 1950, tendo sido uma das primeiras brasileiras a desfilar no exterior. Na mesma época, inclusive, pôde acompanhar de perto o nascimento da bossa nova, já que era irmã da cantora Nara Leão, tendo sido anfitriã de diversas reuniões entre artistas.

Além de modelo, Danuza Leão também foi jurada de programa de TV, entrevistadora, dona de boutique, produtora de arte e promoter de boates no Rio. Como atriz, por sua vez, ela participou do filme 'Terra em Transe' — dirigido por Glauber Rocha —, de 1967, um dos maiores clássicos do movimento do Cinema Novo no Brasil.

A escritora Danuza Leão

Não só atriz e modelo, Danuza Leão também escreveu algumas obras ao longo de sua vida. Seu sucesso como escritora veio com o livro 'Na Sala Com Danuza', de 1992, que funcionava como um manual de etiquetas sociais e se tornou um dos mais vendidos do ano.

Danuza Leão em foto publicada em seu Instagram
Danuza Leão em foto publicada em seu Instagram / Reprodução/Instagram

Em 2004, Danuza publicou a continuação de seu livro mais famoso até então, 'Na Sala Com Danuza 2'. No ano seguinte, escreveu um livro de memórias que lhe trouxe até mesmo um Prêmio Jabuti, o 'Quase Tudo'; posteriormente, também produziu os 'Danuza Leão Fazendo as Malas', de 2008, que também venceu um Prêmio Jabuti, 'Danuza Leão de Malas Prontas', de 2009 e 'É Tudo Tão Simples', de 2011.

Indo ao jornalismo, por sua vez, Danuza produziu crônicas para os veículos 'Jornal do Brasil', 'Folha de S. Paulo' e 'O Globo', que tratavam desde comportamento e relacionamento à família e dicas de etiqueta. Em coluna, causou polêmica ao questionar "qual graça tinha Nova York" quando até seu porteiro poderia viajar para lá, de acordo com o g1.

Também se pronunciou contrária à PEC das domésticas e ao movimento MeToo — em que mulheres do cinema e da TV se posicionam contra assédio e abuso sexual dentro da indústria do entretenimento.