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“Devemos aceitar que coisas ruins podem acontecer a pessoas boas”, escreve Monique Medeiros

Suspeita da morte do próprio filho, Henry Borel de quatro anos, a professora escreveu sobre o menino através de cartas na prisão

Redação Publicado em 24/08/2021, às 10h57

Foto de Monique Medeiros na prisão
Foto de Monique Medeiros na prisão - Divulgação/Polícia

Na última segunda-feira, 23 de agosto, o jornal O Globo publicou uma reportagem na qual divulga trechos de cartas escritas por Monique Medeiros, endereçadas para seus familiares, principalmente sua mãe e irmão. A pedagoga está presa desde abril.

Junto com o vereador Dr. Jairinho, a mulher se tornou réu no caso da morte do próprio filho, o menino Henry Borel, de quatro anos de idade, morto em março deste ano, no Rio de Janeiro.

Segundo revelado na publicação, em cartas escritas na prisão, Monique falou sobre a morte do filho

"Para termos edificação, devemos ter duas atitudes com respeito aos traumas do passado: aceitação e perdão! Precisamos aceitar o que nos aconteceu como algo que faz parte da vida, resultado não da vontade de Deus, mas de um mundo caído sem Deus", escreveu Medeiros.
Cartas de Monique Medeiros / Crédito: Divulgação/O Globo 

 

A professora continua: "Devemos aceitar que coisas ruins podem acontecer a pessoas boas”. Além disso, Monique também afirmou sentir saudades do filho: “Saudades do meu bebê [...] Henry, amo você! Para sempre”.

As correspondências foram alvo de críticas pelo pai da vítima, Leniel Borel. Em entrevista ao UOL, o homem definiu os textos da ex-mulher como "Palavras vazias, sem coração [...] Uma mulher vazia de tudo e ainda usa o nome de Deus e Jesus. Evangelho bem conveniente o que ela prega”.


Relembre o caso

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.