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Em carta escrita na prisão, Monique Medeiros dá nova versão sobre dia da morte do filho

A professora admite mentiras e relata agressões supostamente cometidas pelo então namorado, Dr. Jairinho. Confira

Redação Publicado em 26/04/2021, às 07h40

Foto de Monique Medeiros na prisão
Foto de Monique Medeiros na prisão - Divulgação

De acordo com uma reportagem do programa Fantástico, que foi ao ar no último domingo, 25, a mãe de Henry Borel, Monique Medeiros— que está presa suspeita de envolvimento na morte do filho — escreveu uma carta de 29 páginas na prisão e deu uma nova versão do caso. As informações são do G1.

Segundo revelado na publicação, a professora fez um novo relato sobre o dia da morte do filho, que aconteceu em 8 de março de 2021. Na carta, Monique afirma que naquela noite teria sido dopada pelo então namorado, Dr. Jairinho.

“[Jairinho] ligou a televisão num canal qualquer, baixinho, ligou o ar condicionado, me deu 2 medicamentos que estava acostumado a me dar (...). Logo eu adormeci, acho que nem chegamos a conversar. De madrugada, ele me acordou, dizendo pra eu ir até o quarto, que ele pegou o Henry do chão, o colocou na cama e que meu filho estava respirando mal", relatou Medeiros.

No texto, Monique admite que mentiu para polícia em seu primeiro depoimento, a mulher ainda afirma que foi agredida diversas vezes pelo vereador e que vivia um relacionamento abusivo, por isso, teria sido coagida a dar um relato falso para as autoridades.

A mulher afirma que teria sido orientada a mentir por ter sido convencida de que “não teria como pagar por um advogado de defesa e que deveria proteger Jairinho, já que ele se diz inocente”, escreveu.

Trecho da carta escrita por Monique Medeiros / Crédito: Divulgação 

 

Na carta, Medeiros afirma estar “sofrendo muito” pela morte do filho e diz não ter nenhuma relação com o crime: “Nunca acobertei maldade ou crueldade em relação ao Henry”, relata.

O promotor do caso, Marcos Kac foi procurado pela produção Fantástico, de acordo com o profissional, a nova versão de Monique não deve alterar os rumos da história, já que por obrigação legal, como mãe de uma criança de quatro anos, Monique deveria zelar pela integridade física do filho:

“Não faz muita diferença para o caso se ela age dando golpes no menino ou se ela simplesmente se omite evitando que o outro investigado praticasse essas condutas”, afirmou o promotor em entrevista.


Relembre o caso

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.