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Em São Paulo, MP e Defensoria entram na Justiça para pedir volta do fornecimento de marmitas do 'Cozinha Cidadã'

A prefeitura da capital optou por encerrar o programa

Redação Publicado em 16/09/2021, às 14h33

Pessoas em situação de vulnerabilidade recebem refeições
Pessoas em situação de vulnerabilidade recebem refeições - Divulgação / TV Globo

Durante a pandemia de covid-19, a cidade de São Paulo deu início à distribuição de refeições a pessoas em situação de vulnerabilidade por meio do programa Cozinha Cidadã.

No entanto, moradores de rua recentemente manifestaram preocupação com o fim do mesmo, o que levou a Defensoria e o Ministério Público a levarem a causa na Justiça.

Conforme informações do G1, os órgãos exigem que a prefeitura dê informações e crie um projeto que forneça ao menos 10 mil marmitas a pessoas sem-teto que vivem na capital.

De acordo com o documento, o antigo programa distribuía, em média, 7.500 refeições por dia, mas esse número foi reduzido a apenas 800, em setembro de 2021. Nos últimos dias, as autoridades decidiram interromper entrega desses alimentos a partir do dia 25 deste mês.

"De forma abrupta e sem o devido planejamento, a Municipalidade decidiu encerrar o Projeto “Cozinha Cidadã” sem oferecer outra estratégia eficiente de segurança alimentar", diz o pedido.

A interrupção é criticada também por membros do comitê PopRua da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, que afirmam que a prefeitura deveria ter discutido o tema abertamente antes de anunciar o fim do auxílio.

"O fechamento desse programa sem a constituição de outro para segurança alimentar permanente é complicado, vai trazer muita demanda da população de rua para as casas e para os restaurantes", declarou o conselheiro do comitê, Alderon Pereira da Costa.

Conforme o G1, a Prefeitura de São Paulo declarou, em nota, que manterá três pontos de distribuição de marmitas e que está direcionando as pessoas para o programa de gratuidade do Bom Prato.