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Notícias / Meio ambiente

Entenda por que praias da Espanha foram tomadas por 'milhares' de bolinhas de plástico

Nos últimos dias, praias da região norte da Espanha foram tomadas por milhares de bolinhas de plástico, que ameaçam a vida marinha local

Redação Publicado em 09/01/2024, às 16h44 - Atualizado às 18h50

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Voluntários nas praias da Espanha (esq.) e os "pellets” encontrados na região (dir.) - Reprodução/Vídeo/Redes Sociais/X/@CGTNEuropebreak
Voluntários nas praias da Espanha (esq.) e os "pellets” encontrados na região (dir.) - Reprodução/Vídeo/Redes Sociais/X/@CGTNEuropebreak

Empunhando filtros e peneiras, voluntários ocuparam praias do norte da Espanha em um esforço para retirar as milhares de bolinhas de plástico que surgiram na região. Os pedaços de plástico foram jogadas ao mar por um navio de carga em no último mês de dezembro. 

Pequenas bolinhas brancas, conhecidas como “pellets”, têm se acumulado nas praias da região da Galícia por vários dias. Isso ocorreu no dia 8 de dezembro, após o despejo de seis contêineres no mar por um navio de bandeira liberiana que seguia a rota entre os portos de Algeciras, na Espanha, e Roterdã, na Holanda. 

Segundo repercutido pelo UOL, a Maersk, empresa de transporte marítimo da Dinamarca e proprietária dos contêineres, afirmou que um deles continha bolsas de grãos de plástico, frequentemente utilizados na fabricação de garrafas.

Na Galícia, centenas de voluntários estão trabalhando há dias nas praias da região. “Estamos recolhendo os 'pellets' com utensílios de casa que nós mesmos temos”, explicou Adriana Montoto, uma farmacêutica de 35 anos, que participa da limpeza, liderada por ONGs como a Ecologistas em Ação.

As pequenas esferas “são utilizados para a fabricação de todo tipo de produtos, mas seu tamanho reduzido faz com que o seu recolhimento seja muito complicado, uma vez que eles se misturam com a areia”, como explicou a organização mencionada acima que, nesta terça-feira, 9, abriu um processo contra a empresa proprietária do navio por “crimes contra o meio ambiente”.

Ameça ambiental

Em 2018, um levantamento realizado pela Comissão Europeia, o órgão executivo da UE, apontou que, anualmente, 167.000 toneladas desses pedaços de plástico, também conhecidos como “lágrimas de sereia”, chegam ao meio ambiente europeu. 

Nesta segunda-feira, 8, o Ministério Público disse que irá investigar o ocorrido, que apresenta um risco para animais marinhos, que podem ingerir os pellets, e, consequentemente, para os humanos através da alimentação. 

Os peixes, aves e crustáceos confundem os 'pellets' com ovos de peixe e os ingerem, causando mortandade tanto pela toxicidade do plástico como por inanição, ao não poderem se alimentar por estarem com o estômago cheio de plástico”, apontou a Ecologistas em Ação.

As praias nos municípios de Ferrol, La Coruña, Muros, Noia, Pontevedra e Vigo estão entre as mais afetadas, porém microplásticos também foram encontrados em outras regiões. 

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