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Era do Gelo: filhote de lobo mais preservado é revelado pelo permafrost canadense

A fêmea estava em quase perfeito estado de conservação, fazendo com que até seu focinho fosse identificável

Ingredi Brunato Publicado em 22/12/2020, às 14h30

Fotografia de múmia de gelo encontrada
Fotografia de múmia de gelo encontrada - Divulgação/ Governo de Yukon

O Governo de Yukon, um território canadense, revelou recentemente a descoberta de um fóssil de filhote fêmea de lobo cinzento datado de 57 mil anos atrás, tendo vivido portanto durante a Era do Gelo. Não viveu muito, todavia, morrendo com apenas sete semanas de idade. 

A múmia de gelo foi encontrada em 2016 por um mineiro escavando o solo permafrost da região, e passou por diversas análises desde então, impressionando arqueólogos locais por seu nível de preservação. 

Fóssil logo após ser encontrado / Crédito: Divulgação/ Governo de Yukon 

 

“Todo o seu tecido mole, os pelos, a pele, até o pequeno nariz ainda está lá. Ela está simplesmente intacta, e isso é realmente raro”, comentou a professora Julie Meachen, que está liderando o estudo, segundo divulgado pelo LiveScience

O espécime se destaca ainda por ter sido encontrado na América do Norte, enquanto a maioria dos lobos cinzentos do período são achados em regiões como a Sibéria, na Rússia

Os pesquisadores ainda descobriram que o filhote teve uma dieta principalmente composta de animais aquáticos, o que também é encontrado nos lobos da atualidade, que podem mudar sua alimentação para se adaptar à estação.

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.